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Anestesia infantil
Os eventos respiratórios são uma das maiores causas de morbidade e mortalidade durante procedimentos anestésico-cirúrgicos, especialmente em anestesia pediátrica, pois as crianças são mais suscetíveis à hipoxemia por terem menor capacidade residual funcional e maior tendência de colapso das vias aéreas . Além disso, as crianças exibem alto tônus vagal e podem rapidamente evoluir para apneia e laringoespasmo após estimulação vagal devido à irritação dos receptores das vias aéreas por secreção, intubação traqueal ou aspiração. Hipóxia e laringoespasmo representam cada um em torno de 30% dos eventos respiratórios durante anestesia pediátrica, intubação difícil representa 13% e broncoespasmo, 7% .
De forma geral, o laringoespasmo é considerado exagero fisiológico do reflexo de fechamento glótico. Essa complicação é mais frequente em: 1) crianças, 2) infecções do trato respiratório, 3) manipulação de vias aéreas, 4) uso de determinados anestésicos e 5) procedimentos cirúrgicos na cavidade oral ou faringe. O espasmo da laringe é complicação potencialmente grave cuja etiologia é multifatorial; contudo, na grande maioria das vezes decorre da manipulação de vias aéreas. Muitas são as recomendações para a prevenção e o tratamento do laringoespasmo e entre as complicações mais graves estão a hipoxemia, edema agudo pulmonar por vácuo e óbito. Portanto, é fundamental o rápido diagnóstico e tratamento para boa evolução do quadro de laringoespasmo.
O laringoespasmo é a causa mais comum de obstrução de vias aéreas após a extubação traqueal e atualmente os simuladores eletrônicos para treinamento em complicações anestésicas incluem a abordagem do laringoespasmo. Apesar dos avanços na monitoração, a falência da ventilação como resultado de complicações nas vias aéreas superiores continua sendo causa comum e evitável de parada cardíaca.
Adriano B.Souza Hobaika e colaborador anestesistas da Santa Casa de Belo Horizonte resumem o tema informando que laringoespasmo é um reflexo de fechamento glótico intenso e prolongado, potencialmente fatal se não diagnosticado ou tratado a tempo. Na grande maioria das vezes ocorre em crianças pequenas e está associado à manipulação das vias aéreas, seja na inserção ou na retirada de cânulas traqueais ou máscaras laríngeas. Há muitas recomendações na literatura que visam reduzir a incidência do laringoespasmo, mas nenhuma é completamente eficaz. Compreender os fatores de risco para ocorrência do reflexo é fundamental para que possam ser traçadas estratégias para sua prevenção. Devido à sua gravidade, são necessários mais estudos com enfoque nas medidas de prevenção do laringoespasmo.
Anestesia infantil
Os eventos respiratórios são uma das maiores causas de morbidade e mortalidade durante procedimentos anestésico-cirúrgicos, especialmente em anestesia pediátrica, pois as crianças são mais suscetíveis à hipoxemia por terem menor capacidade residual funcional e maior tendência de colapso das vias aéreas . Além disso, as crianças exibem alto tônus vagal e podem rapidamente evoluir para apneia e laringoespasmo após estimulação vagal devido à irritação dos receptores das vias aéreas por secreção, intubação traqueal ou aspiração. Hipóxia e laringoespasmo representam cada um em torno de 30% dos eventos respiratórios durante anestesia pediátrica, intubação difícil representa 13% e broncoespasmo, 7% .
De forma geral, o laringoespasmo é considerado exagero fisiológico do reflexo de fechamento glótico. Essa complicação é mais frequente em: 1) crianças, 2) infecções do trato respiratório, 3) manipulação de vias aéreas, 4) uso de determinados anestésicos e 5) procedimentos cirúrgicos na cavidade oral ou faringe. O espasmo da laringe é complicação potencialmente grave cuja etiologia é multifatorial; contudo, na grande maioria das vezes decorre da manipulação de vias aéreas. Muitas são as recomendações para a prevenção e o tratamento do laringoespasmo e entre as complicações mais graves estão a hipoxemia, edema agudo pulmonar por vácuo e óbito. Portanto, é fundamental o rápido diagnóstico e tratamento para boa evolução do quadro de laringoespasmo.
O laringoespasmo é a causa mais comum de obstrução de vias aéreas após a extubação traqueal e atualmente os simuladores eletrônicos para treinamento em complicações anestésicas incluem a abordagem do laringoespasmo. Apesar dos avanços na monitoração, a falência da ventilação como resultado de complicações nas vias aéreas superiores continua sendo causa comum e evitável de parada cardíaca.
Adriano B.Souza Hobaika e colaborador anestesistas da Santa Casa de Belo Horizonte resumem o tema informando que laringoespasmo é um reflexo de fechamento glótico intenso e prolongado, potencialmente fatal se não diagnosticado ou tratado a tempo. Na grande maioria das vezes ocorre em crianças pequenas e está associado à manipulação das vias aéreas, seja na inserção ou na retirada de cânulas traqueais ou máscaras laríngeas. Há muitas recomendações na literatura que visam reduzir a incidência do laringoespasmo, mas nenhuma é completamente eficaz. Compreender os fatores de risco para ocorrência do reflexo é fundamental para que possam ser traçadas estratégias para sua prevenção. Devido à sua gravidade, são necessários mais estudos com enfoque nas medidas de prevenção do laringoespasmo.
Fonte :: Rev. Bras. Anestesiol.59(4) July/Aug. 2009
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