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:: Ortopedia # 1246

Tendinite calcificada do ombro

 

P. Ogon e colaboradores ortopedistas de Universidade de Freiburg , Alemanha publicaram, um estudo em que procuraram definir fatores prognósticos em pacientes sintomáticos crônicos com tendinite calcificada do ombro.
Foram avaliados 420 pacientes (488 ombros) em um estudo de avaliação prospectiva. Dados epidemiológicos,radiográfia e sonográfica dos depósitos de cálcio foram classificadas. O período médio do tratamento não cirúrgico foi de 4,4 anos (variação: 0,5 – 13,7 anos). Após encaminhamento à instituição onde o estudo foi conduzido, o tratamento não cirúrgico padronizado foi mantido por, no mínimo, três meses. A falência do tratamento não cirúrgico foi definida como persistência de tendinite calcificada sintomática do ombro após período mínimo de seis meses.
Dos 420 pacientes, 269 (64%) eram mulheres, 151 (36%) eram homens. A idade média dos pacientes foi de 51,3 anos (variação: 28 – 84 anos). A ocorrência de tendinite calcificada do ombro foi unilateral em 84% e bilateral em 16%. Depósitos de cálcio do tipo I Gärtner foram encontrados em 37%, tipo II em 32% e tipo III em 31%. Falência do tratamento não cirúrgico foi observada em 114 pacientes (27%). Fatores prognósticos negativos foram a ocorrência bilateral da tendinite calcificada do ombro, a localização na porção anterior do acrômio, extensão medial (subacromial) e grande volume de depósito de cálcio. Fatores prognósticos positivos foram um depósito de Gärtner tipo III e a presencia de extinção ultrassonográfica do depósito.
Os pesquisadores concluíram que existem fatores prognósticos no tratamento não cirúrgico da tendinite calcifica sintomática crônica do ombro. Diretrizes para tratamento ótimo podem ser implementadas de acordo com esses fatores para evitar uma evolução sintomática da doença em longo prazo.

 

Fonte :: Arthritis Rheum. 2009 Oct;60(10):2978-84

 

desenvolvimento :: WX7 Solutions