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Fisioterapia
Identificando rápido o derrame
O 2º Simpósio de Acidente Vascular Cerebral foi realizado nos dias 7 e 8 de novembro de 2008 em S.Paulo.O AVC é a primeira causa de morte no Brasil e a terceira no mundo. No município de São Paulo, é a segunda do ranking, depois de câncer, e nas regiões norte e nordeste do País, figura como a principal causa de óbito. Os médicos e o governo desejam que a população identifique os sintomas e façam o atendimento com presteza. Dor de cabeça repentina, desequilíbrio, dificuldades para falar, visão turva e fraqueza em um dos lados do corpo podem ser sinais de um derrame, como é conhecido o Acidente Vascular Cerebral (AVC). No evento, foi divulgado pela primeira vez o ?Atlas da Saúde de Fortaleza?, pesquisa realizada na cidade cearense para identificar a incidência do AVC na população local, as áreas de maior impacto e as possíveis soluções para contenção da doença. Estas informações podem gerar um modelo para o setor público atuar em prevenção, atendimento e capacitação, nos mesmos moldes do que foi realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein para a prefeitura da cidade de São Paulo.
Além da mortalidade, as seqüelas provocadas pelo AVC seqüelas criam um considerável impacto sócio-econômico, por conta da elevação dos custos de saúde e dificuldades para as famílias que passam a ter um membro que sofreu do problema.
O AVC acontece quando uma artéria do cérebro se rompe ou fica obstruída, fazendo com que aquela região cerebral deixe de receber oxigênio. As conseqüências variam conforme a área do sistema nervoso afetada e a quantidade de neurônios que morrem durante esse processo. Existem dois tipos, o hemorrágico e o isquêmico. O primeiro é provocado pelo rompimento de um ou mais vasos sanguíneos no tecido cerebral ou no espaço que circunda o cérebro. É o mais perigoso e costuma estar associado a dores de cabeça súbitas. O AVC isquêmico é o mais freqüente, representando cerca de 75% dos casos. Ele se dá quando uma ou mais artérias cerebrais ficam obstruídas por placas de gordura ou coágulos.
Para existir rapidez, é preciso saber identificar o problema, sem confundi-lo com outro, como um mero mal-estar.
No Brasil, apesar da gravidade deste mal, a população é pouco instruída a respeito do assunto. Apenas 4% dos pacientes chegam ao hospital a tempo de reverter o quadro clínico.
Desde 1995, um estudo clínico comprovou que um tratamento adequado em até 3 horas diminui as chances das vítimas terem seqüelas. Quanto antes o atendimento médico-hospitalar acontecer, mais chances de vida sem problemas mentais e físicos terá o paciente, por não perder elementos cerebrais.
O melhor tratamento para o Acidente Vascular Cerebral é a prevenção, controlando fatores de risco como a hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, alcoolismo, obesidade abdominal, sedentarismo e stress. Com o aumento da atenção relacionada a estes aspectos, além da proliferação dos princípios básicos para a identificação do AVC, o problema de níveis epidemiológicos pode salvar vidas e manter a qualidade de outras muitas.


Fonte: 2º Simpósio de Acidente Vascular Cerebral 8/11/2008

 

 

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