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Osteoporose
Refrigerantes à base de cola e osteoporose
De acordo com os dados da industria de refrigerantes, o consumo per capta de açúcar proveniente de refrigerantes no Brasil é de 6,3 kg ao ano, e se mantém estável desde 1997. Esse número representa menos de 13% do consumo per capta anual de açúcar no país.
Ao contrário do que se especula, o consumo de refrigerantes no Brasil é relativamente baixo. Apesar de o país possuir clima propício à elevada ingestão de líquidos, o brasileiro consome em média 66 litros de refrigerante ao ano, colocando o Brasil em 12º lugar no ranking mundial de consumo per capta da bebida.
Convertendo para níveis diários, o consumo médio do brasileiro é de 165 ml, o que representa a ingestão de 17 g de açúcar ou 68 calorias. Seguindo o parâmetro de que o ser humano necessita de 2000 calorias por dia, a quantidade ingerida por refrigerantes representa menos de 4% das necessidades diárias do homem. O consumo de refrigerantes à base de cola e suas possíveis conseqüências já vêm sendo estudados há anos
São diversos os estudos que relacionam perda de massa óssea ou diminuição da densidade mineral óssea e aumento da calciúria(eliminação de cálcio na urina) com o excesso de consumo de bebidas do tipo cola. Tais refrigerantes contêm cafeína e ácido fosfórico. Este último é considerado um ?ladrão de cálcio? pois, solúvel em água, sua parte aniônica pode se ligar aos cátions do cálcio presentes em qualquer lugar do corpo. Parece, inclusive, que a combinação das duas substâncias é a grande causa destes efeitos, que são associados ao aumento de fraturas ósseas principalmente em mulheres, mesmo adolescentes fisicamente ativas.
Mas cada vez mais esses refrigerantes à base de cola estão substituindo o consumo de leite e outras fontes de cálcio.
Pesquisadores norte-americanos mostram um aumento significativo do consumo de refrigerantes em geral e bebidas adoçadas. Em 10 anos, a ingestão aumentou 61% em adultos e mais que dobrou entre adolescentes e crianças. Evidências associam este fato ao aumento da obesidade infantil.
Além de contribuírem para a obesidade, os refrigerantes ainda podem aumentar o risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2, por conter altas quantidades de açúcar. Aqueles à base de cola, que contém corante caramelo, possivelmente aumentam a resistência à insulina.
Os prejuízos atingem também a saúde bucal. Tais refrigerantes diminuem significativamente a microdureza do esmalte dos dentes. Devido ao seu pH ácido, provocam uma desmineralização do esmalte dental. O consumo dessas bebidas, portanto, aumenta o risco do aparecimento de cáries.
Esses três itens obesidade,osteoporose e resistência à insulina podem levar a síndrome metabólica que é um fator de risco de doenças cardiovasculares que são as doenças que mais matam em todo o mundo
A American Dietetic Association lançou recentemente um alerta sobre essa cadencia de eventos e como os pais podem ajudar a prevenir com seus filhos de 2 a 11 anos de idade.




Fonte: J Am Diet Assoc. 2008 Jun;108(6):1038-44,

 

 

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