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Esclerose múltipla é um misterio
Esclerose múltipla é um misterio
Esclerose múltipla é uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza por placas desmielinização (perda da mielina substancia que envolve os nervos e que permite a transmissão do impulso nervoso para o músculo e outros nervos) Essa alteração na mielina que não se conhece a razão ocorre nos nervos do crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos muito variados e múltiplos, ora com remissões, ora com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis.
Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise( destruição da mielina ) por enzimas.
O fato de existirem casos entre familiares sugere a possibilidade de uma influencia genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens.
Atualmente há maior número de caso diagnosticados do que nos anos 50, porque a doença ficou mais conhecida. As manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais.
As síndromes neurológicas isoladas e agudas, tais como neuropatia ótica ou mielopatia , podem causar problemas diagnósticos uma vez que elas podem ser as primeirasEsclerose múltipla possível sem evidência de doenças do colágeno por vários dias.
Cinco pacientes com o diagnóstico final de LES e cinco pacientes com SSp foram avaliados com seus achados neurológicos, sistêmicos e radiológicos.
Ao longo de vários anos, todos desenvolveram alguns sintomas sistêmicos, como artrite, artralgia, dor de cabeça, boca e olhos secos, não esperados na EM. Durante o acompanhamento próximo e regular, as avaliações laboratoriais de marcadores vasculíticos revelaram positividade, levando ao diagnóstico definitivo final de LES ou SSp. Os pacientes com apresentação neurológica atípica de EM, um quadro clínico remitente recorrente ou ausência de resposta ao tratamento de EM regular deveriam ser avaliados para a presença de uma doença do tecido conjuntivo. Vários testes laboratoriais, tais como achados de líquido cefalorraquidiano, perfil de autoanticorpos, marcadores, ressonância magnética de crânio e da coluna vertebral, podem ser úteis para o diagnóstico diferencial.
Os autores concluíram que a ausência de resposta ao tratamento de esclerose múltipla regular, mesmo aumentando a taxa de recorrências, pode forçar o clínico para o diagnóstico diferencial. E afirmaram que em casos particulares, um diagnóstico preciso pode ser feito somente após um acompanhamento próximo.
Esclerose múltipla é um misterio
Esclerose múltipla é uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza por placas desmielinização (perda da mielina substancia que envolve os nervos e que permite a transmissão do impulso nervoso para o músculo e outros nervos) Essa alteração na mielina que não se conhece a razão ocorre nos nervos do crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos muito variados e múltiplos, ora com remissões, ora com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis.
Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise( destruição da mielina ) por enzimas.
O fato de existirem casos entre familiares sugere a possibilidade de uma influencia genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens.
Atualmente há maior número de caso diagnosticados do que nos anos 50, porque a doença ficou mais conhecida. As manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais.
As síndromes neurológicas isoladas e agudas, tais como neuropatia ótica ou mielopatia , podem causar problemas diagnósticos uma vez que elas podem ser as primeiras apresentações de um número de doenças, como esclerose múltipla (EM) e doenças do colágeno, ligadas ao reumatismo. A Kurne neurologistas da Hacettepe University na Turquia descreveram pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) particular e com síndrome de Sjögren primária (SSp) que foram acompanhados com o diagnóstico inicial de EM- Esclerose múltipla possível sem evidência de doenças do colágeno por vários dias.

Cinco pacientes com o diagnóstico final de LES e cinco pacientes com SSp foram avaliados com seus achados neurológicos, sistêmicos e radiológicos.

Ao longo de vários anos, todos desenvolveram alguns sintomas sistêmicos, como artrite, artralgia, dor de cabeça, boca e olhos secos, não esperados na EM. Durante o acompanhamento próximo e regular, as avaliações laboratoriais de marcadores vasculíticos revelaram positividade, levando ao diagnóstico definitivo final de LES ou SSp. Os pacientes com apresentação neurológica atípica de EM, um quadro clínico remitente recorrente ou ausência de resposta ao tratamento de EM regular deveriam ser avaliados para a presença de uma doença do tecido conjuntivo. Vários testes laboratoriais, tais como achados de líquido cefalorraquidiano, perfil de autoanticorpos, marcadores, ressonância magnética de crânio e da coluna vertebral, podem ser úteis para o diagnóstico diferencial.

Os autores concluíram que a ausência de resposta ao tratamento de esclerose múltipla regular, mesmo aumentando a taxa de recorrências, pode forçar o clínico para o diagnóstico diferencial. E afirmaram que em casos particulares, um diagnóstico preciso pode ser feito somente após um acompanhamento próximo.







Fonte: J Neurol. 2008 Nov;255(11):1625-35

 

 

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