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Ortopedia
Ombro congelado
Dor no ombro é umas das mais comuns queixas do aparelho músculo-esquelético. Uma boa anamnese e exame físico são essenciais em
todos os pacientes com ombro doloroso para determinar se os sintomas são decorrentes de trauma local recente, de microtraumas repetitivos
associados ou não ao tipo de trabalho que o paciente exerce, se relacionado à doença reumática sistêmica ou se é dor referida, como, por
exemplo, se proveniente da coluna cervical devido à espondilose cervical, do tórax devido a tumor de Pancoast e doença coronariana, do
abdome secundário a lesões do fígado, baço ou vesícula biliar ou do diafragma. A característica da dor é de fundamental importância. Como iniciou? Qual a freqüência, duração e progressão? Quais os fatores causais de piora ou redução da dor? Há associação com fraqueza ou parestesia? O importante é verificar é uma doença local da articulação ou um tumor local ou a distancia ,que forma uma tumefação visível A dor vem acompanhada de febre e calafrios é uma dor progressiva e constante alem disso a dor vai para a axila. A dor no ombro pode ser uma dor originaria da coluna cervical e com isso surgem, parestesia ou formigamento nos braços e mãos, incapacidade de manter elevação ativa do braço, alem disso a dor do ombro que piora com os movimentos do pescoço e com o ato de dormir ou dirigir um auto. A dor do ombro pode também se originar com problemas vasculares , tais como tonturas ,sopro sobre os vasos subclávios( na altura da clavícula) mãos muito vermelhas ou muito brancas
Uma alteração que preocupa é o chamado ombro congelado, que a pessoa tem uma limitação total dos movimentos do ombro M.Snow e colaboradores,ortopedistas do Royal Orthopaedic Hospital de Birmingham, Inglaterra avaliam a eficácia da libertação capsular por via artroscópica se melhorava em relação à rotação interna. Quarenta e oito pacientes consecutivos com o diagnostico de ombro congelado sem qualquer melhora com a fisioterapia foram realizados libertação capsular por via artroscópica. O grupo 1 teve apenas uma libertação capsular anterior e inferior; grupo 2 incluiu uma libertação posterior . A escala Constant-Murley funcional por escores foram utilizados para avaliar resultados. Satisfação do paciente com os resultados também foram medidos. A média de idade dos pacientes foi de 51 anos (variando de 28 a 65 anos), sem diferença entre os 2 grupos. Havia 27 pacientes no grupo 1 e 21 pacientes no grupo 2. O acompanhamento médio foi de 5 meses. A causa do ombro congelado foi desconhecida (22), diabétes (7), pós-traumático (7), e pós-operatório (11). Em geral em ambos os grupos, houve uma grande melhora significativa no escore Constant (P <.001) no pós-operatório. Um padrão similar foi observado no intervalo de movimento (P <.001). A pontuação média de satisfação foi de 7, de 10 de pós-operatório. Os pacientes relataram resultado global, muito melhor (24), melhor (15), o igual (1), e pior (4). Não houve diferença significativa no escore Constant entre os 2 grupos, e não houve diferença significativa na melhora da amplitude de movimento, em especial rotação interna com esse procedimento artroscopico.
veja www.intramed.uol.com.br
Fonte: Arthroscopy. 2009 Jan;25(1):19-23

 

 

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