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Psicologia
Vitiligo e emoções
O vitiligo é doença de pele de causa desconhecida que acomete cerca de 1% da população, comprometendo de modo semelhante homens e mulheres, preferencialmente entre 10 e 30 anos de idade. Alguns fatores precipitantes para essa doença são: estresse físico e emocional, traumas mecânicos e substâncias químicas, como derivados do fenol. Doenças auto-imunes, principalmente as tireoidianas, podem estar associadas ao vitiligo. Novas terapias têm sido propostas, como o uso de imunomoduladores tópicos, aliadas àquelas já consolidadas, como os psoralenos e os corticosteróides; o sucesso terapêutico, entretanto, está estritamente relacionado à qualidade da relação médico/paciente
Mais de 75% dos pacientes têm autoimagem depreciativa em relação à doença. Seu impacto emocional é muitas vezes negligenciado pelo cuidador, influenciando negativamente o prognóstico.
Lucas S.C. Nogueira e colaboradores dermatologistas da Universidade Católica de Brasília verificaram o efeito do vitiligo sobre as emoções Cem pacientes com diversas formas de vitiligo responderam, na primeira consulta, a uma pergunta sobre as emoções que a presença das manchas lhes provocava. Entre os que apresentavam manchas em áreas expostas, 80% queixaram-se de emoções desagradáveis, em contraposição a 37% dos que tinham manchas em áreas não expostas. As emoções mais referidas foram medo (71%), vergonha (57%), insegurança (55%), tristeza (55%) e inibição (53%).
Qualquer doença crônica produz nos seres humanos uma vivência negativa propiciada pela expectativa de sofrimento. O vitiligo é um desafio à autoestima. Além de uma orientação científica adequada, o paciente de vitiligo carece de conforto emocional. A resposta e a adesão ao tratamento e até mesmo a resiliência diante de eventuais falhas terapêuticas dependem da boa relação médico-paciente. Numa época em que se dispõem de respeitável terapêutica, torna-se indispensável que o medico e a família se mostrem aptos a darem esse apoio emocional

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Fonte: Anais Brasileiros de Dermatologia jan 2009;84(1):39-43

 

 

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