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Fibromialgia
Nova cirurgia da obesidade
A obesidade é a doença que mais cresce no mundo, sendo considerada por especialistas como a epidemia do terceiro milênio. No Brasil, 1% da população está incluída nas estatísticas da obesidade mórbida (cerca de 40 quilos acima da média para a idade e altura), para qual a cirurgia de redução do estômago é a opção mais promissora para tentar reverter o quadro. Deste universo, 80 mil morrem anualmente por doenças relacionadas ao excesso de peso como, por exemplo, hipertensão, diabetes, doenças nas articulações, apnéia do sono, entre outras. Já o número dos que se submete ao procedimento cirúrgico gira em torno de 15 a 20 mil por ano. Scott Shikora do hospital Tufts, Boston trouxe a idéia do marca-passo gástrico, que por meio de estímulos elétricos controlará a motilidade do estômago e a fome trazendo saciedade ao paciente. A tecnologia já esta sendo usada no Estados Unidos e é uma das promessas para o futuro da cirurgia bariátrica.
A cirurgia da obesidade não é perfeita, há falhas, complicações e hoje se discute como resolvê-las e diminuir esta incidência.
A equipe de Shikora compara essa espécie de marca passo implantável na região gástrica que causa uma estimulação terapêutica com uma dieta padrão alem de uma complementação comportamental O grupo controle fez terapia em regime cuidadosamente acompanhado por nutricionista em grupos de 2 e 3 indivíduos obesos. Ao final de 12 meses foi avaliado a diferença entre a percentagem de perda de peso entre os grupos controle e tratamento. A estimulação gástrica tem sido proposto como um tratamento de primeira linha para pacientes gravemente obesas, porém, os inquéritos anteriores têm relatado resultados inconclusivos. Um total de 190 indivíduos foram incluídos na presente trabalho prospectivo, randomizado, controlado com placebo, duplo-cego, multicêntrico. Todos os pacientes foram submetidos a implante com o estimulador gástrico implantável e foram randomizados para 1 de 2 grupos de tratamento: grupo controle (estimulação desligado) ou grupo tratamento (estimulação ligado). Os pacientes foram avaliados numa base mensal. Todas as pessoas matriculadas no estudo concordaram a consumir uma dieta de 500 kcal / dia e participar em reuniões de grupo de apoio mensais O procedimento não resultou em nenhuma morte e uma baixa taxa de complicação. A diferença na perda de peso entre os grupos tratamento e controle não foi constatada. O grupo controle perdeu 11,7% + / - 16,9% de excesso de peso e grupo de tratamento perdeu 11,8% + / - 17,6% Os autores concluem que a estimulação gástrica como uma opção cirúrgica para o tratamento da obesidade mórbida é um procedimento menos complexo do que atuais operações bariátricas. No entanto, os resultados do presente estudo não apoiam a sua candidatura. Investigações adicionais são indicadas para compreender a fisiologia e os potenciais benefícios desta terapia
veja www.intramed.uol.com.br



Fonte: Surg Obes Relat Dis. 2009 Jan-Feb;5(1):31-7

 

 

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