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Coluna Vertebral
Diabetes e artrite
A Associação Americana de Diabetes e o Colégio Americano de Medicina Esportiva concordam que o aumento da atividade física entre pessoas portadoras de diabetes é um objetivo importante de saúde pública para (1) reduzir a glicemia e os fatores de risco para complicações (p.ex., obesidade e hipertensão) em pacientes com diabetes e (2) melhorar os prognosticos de doença cardiovascular. Entre adultos com diabetes, a ocorrência de artrite pode representar uma barreira conhecida que impede o aumento da atividade física, porém, até o presente momento, isto não foi diretamente estudado. Para estimar a prevalência de (1) artrite diagnosticada entre adultos com diabetes e (2) inatividade física entre adultos com diabetes causada pela artrite, o Center Disease Control organismo governamental americano analisou os dados combinados de 2005 e 2007 do Sistema de Vigilância dos Fatores de Risco Comportamentais (BRFSS). Esta publicação descreve os resultados desta análise, que indicou que (1) a prevalência de artrite foi de 52% entre adultos portadores de diabetes e (2) a prevalência de inatividade física foi maior entre adultos com diabetes e artrite (29,8%), comparados a adultos apenas portadores de diabetes (21%), uma associação independente de idade, sexo ou índice de massa corpórea (IMC). A maior prevalência de inatividade física entre adultos que são portadores tanto de diabetes quanto de artrite sugere que a artrite pode ser uma barreira adicional ao aumento da atividade física. Funcionários da saúde e agências de saúde pública deveriam considerar a avaliação desta barreira com o tratamento específico para artrite ou baseado em evidências gerais e com programas de exercícios.
A pesquisa BRFSS é uma pesquisa telefônica estadual, baseada em ligação para números telefônicos aleatórios, em uma população de cidadãos norte-americanos adultos, não institucionalizados, com idade > 18 anos, conduzidas nos 50 Estados norte-americanos. A Diabete foi definida como resposta ?sim? à pergunta: ?Um médico te disse que você tem diabetes??. Artrite diagnosticada por um médico foi definida como resposta ?sim? à pergunta: ?Um medico ou outro profissional de saúde te disse que você apresenta alguma forma de artrite, artrite reumatóide, gota, lúpus ou fibromialgia??. Esta questão está incluída no questionário central da BRFSS apenas em anos ímpares. O nível de atividade física dos respondedores foi determinado a partir de seis questões que perguntaram sobre a freqüência e a duração da participação em atividades não ocupacionais (isto é, atividades de estilo de vida) de intensidade moderada ou vigorosa; pacientes que relataram não participar de tais atividades foram classificados como inativos (isto é, engajados em nenhuma atividade física não ocupacional) e todos os outros pacientes foram classificados como ativos. IMC foi calculado a partir do peso e da altura relatados.
Para obtenção de tamanhos adequados de amostras para gerar poder estatístico maior, o CDC combinou dados dos 50 Estados e DC de 2005 e 2007, calculou estimativas e aplicou peso ponderado anual; intervalos de confiança de 95% (IC) foram calculados utilizando fatores de desenho da amostra para responder pela amostra de probabilidade multi-estágio. Para avaliar potenciais fatores de confusão na associação entre artrite diagnosticada por um médico e inatividade física entre pacientes portadores de diabetes, os dados foram combinados ao longo dos Estados/áreas em modelos de regressão logística ajustados e não ajustados (para idade, sexo e IMC). Os grupos etários foram: 18 ? 44 anos, 45 ? 64 anos e > 65 anos. Os grupos de IMC foram: peso normal/abaixo do normal (IMC < 25), sobrepeso (IMC = 25 ? 30) e obesos (IMC > 30).
Durante 2005 e 2007, a prevalência de artrite entre adultos com diabetes foi igual a 52% , comparada a 26,9% para todos os adultos com idade > 18 anos. A prevalência de artrite entre pessoas com diabetes foi maior que na população geral para ambos os sexos: masculino 45,9% versus 22,6% ; feminino (58% versus 30,9% ), respectivamente.



veja www.intramed.uol.com.br
Fonte: MMWR 2008;57(18):486-489

 

 

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