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Osteoporose
Jovem com exercícios a massa óssea se mantem alta
Uma pergunta intrigante para os médicos especialistas em osteoporose (reumatologista, endocrinologistas, clínicos etc) a atividade física praticada na adolescência é benéfica para aumento da massa mineral óssea na juventude, mas será que estes benefícios persistem na idade adulta.Poucos trabalhos analisara esse tema, pois não existiam aparelhos adequados para medir a osteoporose em jovens A.D.Baxter Jones e fisiatras canadenses e australianos fizeram um estudo prospectivo em que investigaram se adolescentes fisicamente ativos mantiveram seu conteúdo aumentado de massa mineral óssea (MMO) na terceira década de vida, quando comparados aos jovens menos ativos.
Dados foram obtidos de 154 pacientes (82 mulheres e 72 homens) que participaram do Estudo de Aumento Mineral Ósseo Pediátrico da Universidade de Saskatchewan (1991 ? 1997), com idade à inclusão no estudo de oito a 15 anos. Os participantes retornaram para acompanhamento quando atingiram a idade adulta (2002 a 2006), com idade de 23 a 30 anos. A Densitometria foi utilizada para medir a MMO do corpo total (CT), coluna lombar (CL), quadril total (QT) e colo femoral (CF) anualmente de 1991 a 1997 e de 2002 a 2006. O pico de velocidade de altura (PVA) foi determinado por cada criança como medida de maturidade. Escores Z de atividade específicos para idade e sexo foram calculados para cada participante baseados nos escores médios de atividade física obtidos em dados de questionários bianuais durante a infância e a adolescência.
Os pacientes foram classificados em três grupos de adolescentes quanto à atividade física: ativos, médios e inativos. Análise estatistica (Ancova) foi utilizada para comparar o conteúdo mineral ósseo total em CT, CL, QT e CF nos três grupos de atividade em adolescentes em um ano após o PVA e em adultos jovens. Quando comparados ao grupo inativo, homens ativos apresentaram conteúdo mineral ósseo total ajustado 8% maior em CT, 13% em CL e 11% em QT (p < 0,05) na adolescência. Mulheres ativas também apresentaram aumento de 8% e 15% do conteúdo mineral ósseo ajustado (p < 0,05) no CT e CL, respectivamente, durante a adolescência. Em adultos jovens, os grupos de adolescentes ativos masculino e feminino ainda eram significativamente mais ativos que seus pares (p < 0,05). Adolescentes masculinos ativos apresentaram 8 a 10% maior conteúdo mineral ósseo ajustado em CT, QT e CF (p < 0,05) na idade adulta jovem e adolescentes femininas ativas apresentaram 9% e 10% maior conteúdo mineral ósseo ajustado em QT e CF.

Os pesquisadores concluíram que os benefícios esqueléticos da atividade física em adolescentes são mantidos na idade adulta.

veja www.intramed.uol.com.br

Fonte: Bone. 2008 Dec;43(6):1101-7

 

 

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