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Psicologia
Síndrome do pânico e cardiopatia
Já são bem conhecidas as associações entre fatores psicossociais e doenças cardiovasculares. Já existe uma grande quantidade de evidências de que o stress pode provocar provavelmente decorrente da ativação excessiva, repetida e prolongada do sistema nervoso simpático alterações neuroendócrinas importantes no organismo, como aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial, e ainda efeitos psicológicos, como déficits de sustentação da atenção e de memória. Dessa forma, a maior parte dos clínicos e pesquisadores atualmente considera o estresse um fator de risco a ser combatido tanto na prevenção quanto no tratamento de doenças cardiovasculares.
A presença de comorbidades psiquiátricas em cardiopatas também tem sido objeto de estudos nos últimos anos. Episódios depressivos são bastante comuns nestes pacientes, com sua prevalência variando de acordo com o momento da doença. Além dos prejuízos funcionais advindos desta comorbidade, o cardiopata que apresenta sintomas depressivos também tem mais dificuldade em aderir ao tratamento clínico e pior qualidade de vida. Sintomas depressivos nestes pacientes são um fator preditivo significativo de novos eventos cardiovasculares. Além disso, a depressão é também considerada um fator de risco independente para o desenvolvimento de doença coronariana em indivíduos saudáveis. Dado o efeito em longo-prazo da sintomatologia depressiva na mortalidade por condições cardiovasculares, os profissionais de saúde hoje se encontram atentos para a identificação de pacientes em risco de depressão o mais cedo possível, a fim de encaminhá-los para tratamento adequado.
Apesar do crescente interesse da comunidade científica no impacto da ansiedade sobre o desenvolvimento e o agravamento de condições cardiovasculares, há ainda importantes lacunas no conhecimento. Sabe-se haver uma associação entre transtornos de ansiedade e doenças cardiovasculares, mas diversos estudos vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos a fim de entender seus mecanismos.
Aline Sardinha e colaboradores psiquiatras da Universidade Federal do Rio de Janeiro fazem um estudo sobre a literatura medica sobre o fato que estresse e depressão já são considerados fatores de risco para o desenvolvimento e o agravamento de doenças cardiovasculares. Os transtornos de ansiedade têm sido fortemente associados às cardiopatias nos últimos anos. O transtorno de pânico em cardiopatas representa um desafio em termos de diagnóstico e tratamento. O padrão autonômico encontrado em pacientes com transtorno de pânico, em particular a redução da variabilidade da frequencia cardíaca, é apontado como o provável fator mediador do impacto cardiovascular do transtorno de pânico.
Os autores concluem que apesar de a associação entre transtornos de ansiedade e doenças cardiovasculares estar atualmente bastante estabelecida, existe ainda diversas lacunas no estado atual do conhecimento. São recomendadas a terapia cognitivo-comportamental e a prática de exercícios físicos supervisionados como potenciais coadjuvantes na intervenção terapêutica
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Fonte: Rev. Bras. Psiquiatr.31(1) mar. 2009

 

 

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