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Psicologia
Síndrome das Pernas Inquietas, o que é?
Existe um transtorno do sono causado pelos movimentos corporais que a pessoa realiza enquanto está dormindo, que a obriga acordar,
impedindo de ter um sono conciliador. Esse fato resulta numa sonolência diurna, no dia seguinte, que atrapalha a concentração mental, a memória,
descontrole da pressão arterial e fator de risco para obesidade. O transtorno neurológico chamado Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) atinge 5% da população mundial em geral, número que aumenta para 10% quando somente pessoas idosas são incluídas nas pesquisas. Apesar destas altas taxas de incidência, esse distúrbio é desconhecido do publico leigo sendo que este desconhecimento atinge mesmo a classe médica.
Isso também ocorre no exterior, dados do Canadá e Estados Unidos, países desenvolvidos e teoricamente com sistemas de saúde eficientes,
indicam que apenas de 15% a 23% dos portadores do transtorno são corretamente diagnosticados. Informa I.Goraieb e colaboradores neurologistas do Hospital de Bordeux , França que os pacientes que apresentam os sintomas da doença e se queixam aos seus médicos são erroneamente identificados como portadores de transtornos psicossomáticos, ansiedade ou depressão.
O uso de antidepressivos causa e agrava os sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas, ocasionando grande sofrimento a estas pessoas.
Essa condição médica crônica caracterizada por desconforto nos membros, sendo que o principal sintoma apresentado é uma compulsão irresistível para movimentar os membros, causada por uma sensação de desconforto, sendo que esta sensação começa ou piora em repouso e no horário noturno (antes de dormir ou durante a noite).
O desconforto apresenta-se como queimação, dor, pontadas, cãibras e parestesias, isto é sensação na pele como calor, formigamento, pressão e
dormência, e que são vivenciadas sem estimulação direta sobre o local. Costuma ser
localizado nas panturrilhas, e é aliviado temporariamente por atividade física ou banhos quentes.São considerados fatores de risco para o seu aparecimento as seguintes situações: ser do sexo feminino; ter mais que 50 anos; estar grávida; ser doador freqüente de sangue; apresentar anemia, insuficiência renal crônica, doença de Parkinson, diabetes, fibromialgia, artrite
reumatóide, mielopatias, neuropatia periférica; e usar antidepressivos. A predisposição genética é sua causa determinante. O tratamento é feito com as drogas conhecidas como agentes dopaminérgicos e anticonvulsivantes), reposição de ferro, e tomada de outras medidas, como suspensão dos antidepressivos, realizar a chamada
?higiene do sono?, evitando o consumo de cigarros, cafeína e bebidas alcoólicas e também a prática de exercícios físicos intensos antes de
dormir, bem como tratar outros transtornos do sono que o paciente apresentar.



Fonte: Rev Neurol (Paris). 2009 Apr 3.

 

 

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