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Fibromialgia
Ansiedade mais que depressão
Dor crônica é definida na literatura medica como sensação que persiste após a lesão ter cicatrizado; alem disso a dor crônica é contínua e recorrente. Em geral, caracterizam-se como uma sensação inespecífica, mal definida e agravada por fatores ambientais ou psicológicos como um estresse, provocando uma incapacidade funcional ( dificuldade de andar,trabalhar,exercitar, fazer um projeto de vida) Essa situação transforma o mundo afetivo, social, financeiro, produtivo e vida sexual do indivíduo pelo enfraquecimento do seu relacionamento com o mundo circundante. O que a literatura tem mostrado é que, mesmo em processos eminentemente orgânicos ( por exemplo a presença de um tumor, doença cardíaca, uma artrose no joelho ou na coluna, esses fatores psicológicos têm um impacto significativo sobre as queixas de dor. Estudos científicos que mostram que há uma associação significativa entre dor crônica e ansiedade, dor crônica e depressão e todas essas alterações (ansiedade, depressão) influem na qualidade do sono. E vice versa os sintomas dor crônica predispõem os indivíduos a desenvolver as queixas de ansiedade, depressão
Preocupar-se e ficar ansioso não é apenas uma reação normal, mas necessária para a boa adaptação individual à sociedade e ao ambiente. O transtorno de ansiedade generalizada é basicamente uma preocupação ou ansiedade excessiva, ou com motivos injustificáveis ou desproporcionais ao nível de ansiedade observada. Para que se faça o diagnóstico de ansiedade generalizada é preciso que outros transtornos de ansiedade como o pânico e a fobia social- por exemplo,tenham sido descartadas. É preciso que essa ansiedade excessiva dure por mais de seis meses continuamente e precisa ser diferenciada da ansiedade normal.
Martha M.C. Castro e colaboradora da Clinica de Dor da Faculdade de Saúde Publica da Universidade Federal da Bahiaavaliaram padrão do sono e da prevalência de sintomas de ansiedade e depressão em 400 pacientes com dor crônica.atendidos consecutivamente na clínica.Os pacientes foram investigados usando os seguintes instrumentos a Escala Visual Analógica para a avaliação da dor, a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão e o Mini-Sleep Questionnaire.
A média de idade dos pacientes foi 45,6 ± 11,4 anos. O diagnóstico mais frequente foi de dor miofascial ou fibromialgia seguido de dor neuropática( indefinida, chamada pelo paciente com queimação, ardência etc). A prevalência de sintomas de ansiedade foi 72,8%, de depressão foi 61,5% e de alteração do sono 93%.
Este estudo revela uma alta prevalência de sintomas de ansiedade maior que de depressão que causam alterações no padrão do sono em pacientes com dor crônica,.




Fonte: Arq. Neuro-Psiquiatr. 67 (1) Mar. 2009

 

 

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