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Psicologia
Diagnostico de depressão
Em outubro de 2003, o FDA (Food and Drug Administration) emitiu um informe de saúde pública sobre o risco de suicídio para pacientes pediátricos tomando antidepressivos; advertências na caixa, na instrução para uso e guia do medicamento foram implementadas em fevereiro de 2005. A advertência foi estendida a jovens adultos com 18 a 24 anos de idade em maio de 2007. Imediatamente após o informe de 2003, declínios involuntários na busca de casos e no tratamento substituto com inibidor não-seletivo da recaptação da serotonina foram mostrados para pacientes pediátricos e efeitos de dispersão foram vistos em pacientes adultos, que não eram alvo das advertências. Anne M. Libby e colaboradores da Universidade do Colorado em Denver realizaram um estudo, com o objetivo de determinar se os declínios involuntários no cuidado da depressão persistem para pacientes pediátricos, jovens adultos e adultos.
As análises foram feitas em séries de tempo em atendimentos ambulatoriais de âmbito nacional para coortes de pacientes pediátricos, jovens adultos e adultos com novos episódios de depressão (n = 91748, 70311 e 630748 episódios, respectivamente). As tendências pós-informe do FDA foram comparadas com as tendências esperadas com base nos padrões pré-informe utilizando um banco de dados integrado nacional de medidas da gestão de cuidados de julho de 1999 até junho de 2007. Foram analisados o diagnóstico de depressão; as prescrições de antidepressivos, antipsicóticos e ansiolíticos; e as visitas de psicoterapia.
As alterações no cuidado da depressão pediátrica foram semelhantes às alterações para os adultos. As taxas de diagnósticos nacionais de depressão retornaram aos níveis de 1999 para os pacientes pediátricos e abaixo dos níveis de 2004 para os adultos. Os prestadores de cuidado primário continuaram com reduções significativas nos novos diagnósticos de depressão (44% menor para pediátricos, 37% menor para jovens adultos e 29% para adultos); os diagnósticos por prestadores de saúde mental que não eram psiquiatras aumentaram. Os números de prescrições de medicamentos ansiolíticos e antipsicóticos atípicos não alteraram significativamente das tendências pré-informe. A psicoterapia aumentou significativamente para os casos de adultos, mas não para os pediátricos. O uso de inibidor seletivo da recaptação da serotonina diminuiu em todas as coortes; o inibidor da recaptação de serotonina-norepinefrina aumentou para os adultos.
Os autores afirmaram que as diminuições de diagnóstico persistiram. Concluíram que o cuidado substituto não compensou nos grupos pediátricos e de jovens adultos, e a dispersão para os adultos continuou, sugerindo que os efeitos involuntários são não-transitórios, substanciais e difusos em uma grande população nacional. Afirmaram também que ações políticas são necessárias contra as conseqüências do tratamento reduzido da depressão.

Fonte: Arch Gen Psychiatry. jul2009;66(6):633-639

 

 

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