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Fisioterapia
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma doença prevenível e tratável com alguns efeitos extrapulmonares significantes que podem contribuir para a gravidade individualmente. O componente pulmonar da doença é caracterizado pela limitação ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível. A limitação ao fluxo aéreo é geralmente progressiva e associada à resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas nocivas ou gases. Além da dispnéia, tosse, sibilância, produção de secreção e infecções respiratórias de repetição, consequências sistêmicas, tais como descondicionamento, fraqueza muscular, perda de peso e desnutrição são frequentemente observadas. A atividade física na vida diária está significativamente reduzida em comparação com indivíduos saudáveis pareados para a idade. Problemas emocionais como depressão, ansiedade e isolamento social também são observados. Todos esses fatores contribuem para o estado de saúde dos pacientes e incluem alvos tratáveis importantes para fisioterapeutas
A prevalência da DPOC aumenta gradualmente com a idade. Sete a cada 1000 pessoas com idade de 40 a 45 anos (0,7%) sofriam da doença em 2003, enquanto que a prevalência entre pessoas de 80 a 85 anos foi de 150 a cada 1000 (15%). Como resultado do envelhecimento da população, a prevalência da DPOC continuará a crescer nas próximas décadas. A DPOC é mais prevalente em membros de classes sociais mais baixas. A prevalência do diagnóstico de DPOC diminuiu discretamente entre homens nas últimas três décadas, enquanto um acréscimo considerável foi observado entre mulheres nos mesmo período. Isso está relacionado provavelmente ao aumento da prevalência de fumantes entre mulheres nos últimos 30 anos. O tabagismo continua o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da doença, e em torno de 10% a 15% dos fumantes são diagnosticados com DPOC. É aceito que a DPOC continua largamente subdiagnosticada.Os preditores de mortalidade na DPOC são idade, VEF1, tabagismo, hipoxemia, hipersecreção crônica, dispneia, capacidade de exercício e atividade física na vida diária reduzidas, massa e força muscular reduzidas, baixo índice de massa corpórea e perda de peso excessiva. Um maior declínio anual no VEF1 é observado em fumantes e em pacientes com hipersecreção crônica e baixo nível de atividade física. Pacientes com hipoxemia ao repouso se beneficiam de oxigenioterapia a longo prazo (domiciliar). O uso de oxigenioterapia domiciliar em pacientes que dessaturam somente com o exercício é controverso. Pacientes com fraqueza muscular mais evidente e reserva ventilatória pouco prejudicada podem ser melhores candidatos a programas de treinamento físico. Idade avançada, comprometimento pulmonar grave, presença de hipercapnia, condição psicossocial e tabagismo são pobres preditores de desfecho na reabilitação pulmonar. Além disso, comorbidades que estão comumente presentes em pacientes com DPOC, tais como, doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose e doença vascular periférica também se beneficiam do treinamento físico. Pacientes com tais comorbidades e/ou doença avançada não deverão ser excluídos dos programas de exercício. Após exame cuidadoso e testes de exercício, esses pacientes devem ser incluídos em programas de treinamento adaptados de acordo com suas necessidades e capacidades.



Fonte: Rev. Bras. Fisioter.13 (3) maio/jun. 2009

 

 

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