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Psicologia
Epilepsia e células-tronco
Epilepsia é uma patologia bastante prevalente no nosso meio. Há um número significativo de pacientes que não obtém resposta com a terapêutica medicamentosa, o que motivou a pesquisa de novas terapêuticas. O conceito de neurogênese no cérebro adulto, hoje já amplamente conhecida, motivou o desenvolvimento de técnicas que aproveitassem esse mecanismo na tentativa de obtenção de efeitos antiepileptogênicos e reparadores. A maior parte dos estudos em vigência hoje, e que buscam tal finalidade, trabalha o uso de transplante de células progenitoras neurais ou de células fetais em modelos experimentais. No entanto, a terapêutica com células-tronco de medula óssea parece bastante interessante e promissora. Em doenças neurológicas nas quais os danos são frequentemente irreversíveis, as estratégias regenerativas podem representar um novo caminho. O primeiro projeto a adotar a terapêutica com células-tronco em doenças neurológicas avaliou a segurança do procedimento em vinte pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico . Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul , março de 2008. Em dezembro de 2007 o Conep aprovou a execução do primeiro estudo em humanos utilizando terapia com células-tronco para o tratamento da epilepsia. Iniciado em 2008, esse estudo tem como objetivo avaliar a segurança e eficácia do procedimento em pacientes rigorosamente selecionados. São alocados para o estudo pacientes que tenham história clínica de ELT bem documentada através de eletroencefalograma e ressonância magnética, os quais devem evidenciar alterações claras compatíveis com a síndrome clínica. Após a seleção, os pacientes iniciam um processo de reavaliação intra-hospitalar, no qual são submetidos novamente à ressonância magnética (que deve confirmar o achado de esclerose mesial temporal). Segue, durante 48 a 72 horas, investigação por meio de videoeletroencefalograma (video EEG), cujo objetivo é registrar as crises epiléticas originadas no lobo temporal. São também submetidos à extensa avaliação neuropsicológica a fim de verificar a existência de possíveis déficits de memória e disfunção executiva. Após a verificação da congruência dos dados, os pacientes são então submetidos ao implante das células-tronco de medula óssea por meio de arteriografia (via abordagem da artéria cerebral posterior).
A primeira paciente participante do estudo foi submetida ao transplante de células-tronco em julho de 2008. Atualmente, com seis meses de seguimento, vem apresentando uma resposta terapêutica animadora no que diz respeito ao controle de crises e ao desempenho cognitivo. E mais do que isso, sem registro de efeitos adversos. Sem dúvida, há uma grande expectativa de resposta clínica efetiva e segura nos demais pacientes já em estudo.





Fonte: Rev. Bras. Hematol. Hemoter.31(1) maio 2009

 

 

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