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Musicoterapia
pressão alta e musica
A hipertensão arterial (HA) é uma doença de grande incidência na população com graves conseqüências por ser um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Para o tratamento da HA são indicadas medidas farmacológicas e não-farmacológicas. As intervenções não farmacológicas podem ser prescritas por todos os profissionais de saúde e são importantes para a redução da pressão e para a adoção de um estilo de vida saudável.
A existência de uma equipe multiprofissional é um fator que sabidamente contribui para melhores resultados no cuidado ao hipertenso. Dentro desse contexto, o musicoterapeuta pode se adequar como um dos participantes da equipe multiprofissional e, particularmente na HA, pode contribuir no tratamento não-medicamentoso. A musicoterapia é definida como: A utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.
Em diversas pesquisas englobando a influência da música, têm sido observados efeitos em diferentes situações clínicas, influenciando variações fisiológicas que incluem pressão arterial, freqüência cardíaca, respiração, eletroencefalograma, temperatura corporal e respostas galvânicas da pele, assim como parâmetros bioquímicos dos sistemas endócrino e imunológico, além de variações emocionais e sensibilidade à dor.
A presente investigação, utilizando como abordagem terapêutica a musicoterapia, prioriza a melhora integral do indivíduo e sua qualidade de vida, o que abrange aspectos biológicos e psicossociais.
A pesquisa de campo foi realizada na Liga de Hipertensão Arterial (LHA) do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás (UFG), sendo a população formada por hipertensos matriculados no referido serviço.
Para o número de pacientes matriculado no serviço, foi definido um tamanho de amostra mínima de 23 pacientes para cada grupo, para detectar uma diferença de 25 pontos, entre os grupos, nos escores das dimensões avaliadas pelo SF-36, a partir dos valores de referência
Os critérios de inclusão foram: pacientes de ambos os sexos; idade acima de 50 anos; pressão arterial diastólica (PAD) > 90mmHg e < 100mmHg e pressão arterial sistólica (PAS) > 140mmHg e < 160mmHg (ambas aferidas na última consulta antes da entrevista inicial); em uso de dose estável de medicação anti-hipertensiva; residentes em Goiânia; em acompanhamento regular na LHA há pelo menos um ano.
Como critérios de exclusão foram considerados: diabetes descompensado; seqüelas de acidente vascular cerebral; insuficiência cardíaca (ICC) descompensada; insuficiência renal crônica (IRC); insuficiência hepática; infarto do miocárdio nos últimos seis meses; outras doenças crônicas incapacitantes; utilização de psicofármacos; ser atendido em processo psicoterápico; ser sujeito de pesquisa em outro projeto desenvolvido pela equipe multiprofissional da LHA/HC/UFG.
O número de pacientes cadastrados que frequentam a LHA era de 1400, dos quais cerca de 200 satisfaziam as condições para a pesquisa. Os grupos, experimental (GE) e controle (GC), foram compostos aleatoriamente através de sorteio. Os pacientes do GE foram atendidos em sessões musicoterápicas e os do GC não receberam essa intervenção. Os dois grupos continuaram com o tratamento padrão da Liga de Hipertensão Arterial, com consultas periódicas com médico, enfermeira e nutricionista, além da participação nas reuniões educativas em grupo.
Os grupos eram inicialmente semelhantes quanto a sexo, idade, escolaridade e Qualidade de Vida avaliada. Na comparação inicial e final dos pacientes do Grupo da musicoterapia teve melhora significativa na QV (p<0,05) e no controle da PA (p<0,05). Sem modificações na adesão clinica ao tratamento proposto.






Fonte: Arquiv Bras Cardiol;. 2009,93(5): 534-540

 

 

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