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Reumatismo
A Ressonância magnética no diagnóstico da sinovite
Faltam critérios objetivos para a avaliação da eficácia dos tratamentos instituídos na fase inicial da artrite reumatóide (AR). Na maioria dos ensaios clínicos, terapêuticos, as avaliações dependem de critérios que combinam variáveis subjetivas, semi-objetivas e objetivas, do médico e do paciente, além de critérios laboratoriais e radiológicos. A despeito dessas tentativas, os resultados são sujeitos a erro do observador ou de interpretação, quando avaliadas a dor e o inchaço das articulações. As alterações radiológicas ósseas surgem, somente, quando a doença já está relativamente adiantada. P. Goupille e colaboradores, do Hospital da Universidade de Tours, França, compararam imagens da ressonância magnética (RM) e o diagnóstico clínico da sinovite, da AR, em 12 pacientes com AR ativa, que foram classificados de acôrdo com o índice de Ritchie, contagem e escore de articulações edemaciadas e contagem de punhos e mãos edemaciadas, rigidez matinal e intensidade de dor, Disease Activity Score (DAS), índice de hemossedimentação e a proteína C reativa.
As imagens da RM das mãos e punhos foram obtidas com um adaptador, e foram examinadas por dois radiologistas que as classificaram em: 0 = sem sinovite, 1 = sinovite. A contagem média de articulações edemaciadas, no exame clínico, foi 59 (média 5.08 ± 3.15 por paciente); mas, na RM foi de 162 (média 13.50 ± 5.65). Houve uma correlação estatística significativa entre a contagem das sinovites, encontradas na RM e as articulações edemaciadas (p = 0,015) e o escore de articulações edemaciadas (p = 0,019), Índice de Ritchie (p=0,035), DAS (p=0,02) e rigidez matinal (p=0,07). As imagens da RM revelaram sinovite significativamente com maior freqüência que o exame clínico (162 vs 59; p = 0,00002). O exame clínico e a RM foram concordantes em 157/264 articulações (59.5%). A associação de RM normal com sinovite, no exame clínico, foi observada em 2 casos e o oposto em 105 casos. Concluem os autores que a RM é muito mais sensível do que o exame clínico para o diagnóstico de sinovite na AR.
Fonte: J Rheumatol 2001;28:35-40

 

 

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