Você está aqui: Home › Colunas › Osteoporose
Osteoporose
Fratura de costela
Nos estudos das fraturas osteoporóticas, raramente são referidas as que acometem as costelas. E.Barrett Connor e colaboradores epidemiologistas da Universidade da Califórnia, San Diego publicaram, um estudo em que avaliaram as causas e conseqüências de fraturas de costelas radiologicamente confirmadas em homens idosos. Estudo prospectivo de Fraturas Osteoporóticas em Homens ( designado em inglês MrOS) acompanharam 5995 homens com idade igual ou superior a 65 anos de idade, recrutados em seis cidades norte-americanas; 99% respondeu a questionários enviados por correio sobre quedas e fraturas a cada quatro meses, por período médio de acompanhamento de 6,2 anos. As fraturas relatadas foram validadas por registros radiológicos; alem disso foram pesquisados razões de risco para avaliar fatores associados a incidência de fraturas de costelas; associações entre fratura de costela e incidência de fratura de quadril e punho também foram avaliadas.
A incidência de fratura de costela foi igual a 3,5 fraturas em 1000 pessoas-ano e 24 % (126 farturas em 522 pessoas ) de todas das fraturas novas não vertebrais desse grupo todas foram fratura de costela. Aproximadamente metade das fraturas novas de costela (48 % ; 61 idosos) ocorreu após queda da própria altura ou de altura menor. Fatores de risco independentes para incidência de fratura de costela foram: idade igual ou superior a 80 anos; baixa densidade óssea; dificuldade às atividades diárias e de fraturas de costela ou vértebra torácica anteriores. Homens com antecedente de fratura de costela ou torácica anterior apresentavam, pelo menos, risco duas vezes maior de nova fratura de costela , fratura de quadril e fratura de punho tinham o mesmo risco.Apenas 14 dos idosos em 82 homens relataram tratamento com medicamentos específicos para a osteoporose após nova fratura de costela.
Os pesquisadores concluíram que tanto a fratura de quadril, a fratura incidente mais comum em homens, a fratura da costela associa-se a marcadores clássicos de risco para osteoporose, incluindo idade avançada, baixa densidade mineral óssea e antecedente pessoal de fratura anterior. Antecedente de fratura de costela foi preditor de risco mais que duas vezes maior de nova fratura na costela, no quadril ou punho, independentemente da densidade óssea ou de outras covariáveis. Fraturas de costelas devem ser consideradas como fraturas osteoporóticas na avaliação de homens idosos para tratamento de prevenção de fraturas futuras.







Fonte: British Medical Journal; 2010 ; 340: 1069

 

 

Veja mais em "Osteoporose" [veja todos]

:: Apoio



:: Facebook

facebook

Desenvolvimento : Dexter's