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Reumatismo
Lúpus e antifosfolípides
Os anticorpos antifosfolípides são uma família de autoanticorpos que apresentam várias combinações de fosfolípides, fósforo e gorduras e proteínas. O termo síndrome antifosfolípide foi usado para a associação clínica entre esses anticorpos e a síndrome de hipercoagulabilidade.
A síndrome antifosfolípide primária ocorre em pacientes sem evidência clínica de outra doença auto-imune, enquanto que a síndrome antifosfolípide secundária ocorre em associação com outras doenças auto-imunes, sendo que o Lúpus Eritematoso Sistêmico é a doença que mais freqüentemente se associa a síndrome antifosfolípide (SAF).
J. S. Levine e colaboradores, nefrologistas, da Universidade de Chicago, afirmam que como outros anticorpos, a prevalência dos anticorpos antifosfolípides aumenta com a idade, especialmente, entre pacientes idosos com doenças crônicas concomitantes. Entre os pacientes com LES, a prevalência é muito maior, variando de 12 a 30% para anticorpos anticardiolipina e 15 a 34% para os anticorpos anticoagulantes lúpicos. Muitos pacientes têm evidência laboratorial de anticorpos antifosfolípides, sem conseqüências clínicas. Não há dados suficientes para determinar a porcentagem daqueles portadores de anticorpos antifosfolípides que terão, eventualmente, um evento trombótico ou uma complicação da gravidez compatível com SAF. Em contraste, a síndrome antifosfolípide pode se desenvolver após 20 anos de seguimento. Todavia, mais de 30% dos pacientes com LES e anticorpos anticardiolipina não apresentam qualquer evidência clínica de síndrome antifosfolípide, em seguimento médio de 7 anos.
Fonte: N Engl J Med 2002 Mar 7;346(10):752-63

 

 

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