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Fisioterapia
Lesão intracranial na anemia falciforme
As anemias hereditárias, do tipo falciforme ( que é uma má formação das hemácias) ou talassêmica (mau funcionamento da medula óssea), sendo a primeira mais prevalente no mundo, com um total de 300 mil crianças nascidas por ano com a doença.
A Anemia Falciforme é mais comum em afrodescendentes, mas sendo o Brasil um país miscigenado, a doença se tornou um problema de saúde pública, sendo os estados com maior número de casos Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Dados divulgados pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde, apontam que no Brasil nascem por ano aproximadamente 3.500 crianças portadoras de doença falciforme e 200 mil com traço falciforme que é assintomático).
A doença foi detectada pela primeira vez em 1910, e recebeu o nome de falciforme pelo seu formato similar ao de uma foice. Atualmente, é detectada pelo Teste do Pezinho, porém, dos 27 Estados brasileiros, apenas 17 realizam este tipo de exame logo após o nascimento.
Não há tratamento específico para a doença e o transplante de medula óssea é o único com possibilidade de cura, entretanto, é um procedimento restrito a um pequeno número de pacientes.
L.C. Jordan e colaboradores neuroradiologistas americanos descrevem a prevalência e anormalidades intracranianas identificadas através da ressonância magnética do cérebro de 953 crianças entre 5 e 14 anos de idade que tinham anemia falciforme ou talassemia beta
Resultados: Foram identificadas 63 crianças (6,6 % ), com 68 resultados alterados de lesão intracraniana. Os resultados foram classificados como urgentes ( achados de infarto neurológico de necessária intervenção) em 6 casos (0,6%), achados de rotina em 25 casos (2,6 %), e sem referência necessária em 32 casos (3,4%). Nenhum caso exigiu encaminhamento imediato. Duas crianças com achados neurológicos foram submetidos à cirurgia de urgência em 6 meses subseqüentes. Os autores concluem que nesta grande amostragem de crianças, resultados intracraniais foram identificados em 6,6 % dos casos, mas com resultados potencialmente graves ou urgentes foi de 0,6 %.
Fonte: Pediatrics. 2010 Jun 14.

 

 

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