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Fisioterapia
Esclerose Múltipla e o ouvido
O Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla (30 de agosto) serve para chamar a atenção da população sobre dessa doença incapacitante.
Ao receber o diagnóstico de esclerose múltipla (EM) a bailarina Jéssika Cristina Criolezio, mostrara em São Paulo, que ela continuou a lutar contra a doença e fará uma apresentação exclusiva para o público presente no Centro de Convenções Rebouças. Diagnosticada com a doença em novembro 2008, a bailarina não apenas não abandonou a dança, como a tornou a sua profissão. O diagnóstico da doença impacta cada paciente de uma forma. Pesquisa realizada pela Bayer Schering Pharma com 650 pessoas diagnosticadas com a doença em 12 países, entre eles o Brasil, demonstra que oito entre dez pessoas se sentiram ansiosas e confusas no momento do diagnóstico, sendo os maiores medos destes pacientes ficarem inválidos (65%) e se tornarem um peso para família (61%). Em relação à carreira, cerca de 60% dos entrevistados ficaram preocupados com a capacidade de executar o trabalho. O segredo é esquecer a esclerose múltipla para se dedicar carreira, praticar um treinamento diário. As causas da EM ainda são pouco conhecidas, mas estudos recentes sugerem a existência de uma predisposição genética, associada à influência de fatores ambientais. A doença acomete jovens adultos na faixa etária de 20 a 40 anos e atinge cerca de 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que são mais de 30 mil pessoas com EM, sendo que desse total apenas cinco mil recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico.
Trata-se de uma doença que afeta o sistema nervoso central, com ativação de elementos do sistema imunológico do paciente contra suas próprias estruturas. Os medicamentos que podem modificar o seu curso são chamados imunomoduladores, tal como betainterferona 1b, que reduzem os surtos e retardam a evolução da incapacidade neurológica. O tratamento imediato de pacientes com EM tem como principal objetivo a redução da frequência e intensidade dos surtos, que são déficits neurológicos agudos, mais comuns na fase inicial da doença.
Bianca S. Zeigelboim e colaboradores fonoaudiólogas da Universidade Tuiuti do Paraná ,Curitiba descrevem dois casos dessa doença que causam distúrbios de equilíbrio As autoras analisam a eficácia do exercício de reabilitação vestibular nesses casos de esclerose múltipla recorrente. Ambos os casos foram avaliados na função vestibular e foi aplicado o Dizziness Handicap Inventory pré e pós reabilitação vestibular No primeiro caso, mulher, 35 anos, tempo de doença de seis anos, referiu tontura há três anos, de intensidade moderada de ocorrência frequente, cefaléia, quedas, desvio de marcha à direita e sensação de desmaio . Apresentou no exame labiríntico, síndrome vestibular periférica deficitária bilateral. No segundo caso, feminino, 49 anos, tempo de doença de dois anos, referiu desvio de marcha à direita, dificuldade com dor ao movimento do pescoço, formigamento de extremidade e alteração vocal. Apresentou no exame labiríntico, síndrome vestibular periférica deficitária à direita. Houve melhora significativa em ambos os casos dos aspectos físico, funcional e emocional do Dizziness Handicap Inventory após a realização da reabilitação vestibular. O protocolo utilizado promoveu melhora na qualidade de vida e auxiliou no processo de compensação vestibular.


Fonte: Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol 15(1) Jam.Mar 2010

 

 

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