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Postura
Salto alto e varizes
Na prática, muitas mulheres sabem que o uso do salto alto usado por longos períodos, pode dar origem a um cansaço nas pernas e ate câimbras quando tiram o sapato de noite. A pergunta se esses saltos também causam varizes e outras doenças venosas como vasinhos superficiais na pele, flebites ( inflamação das veias) e até mesmo tromboses( entupimento das artérias e não só veias).
O sangue chega às pernas pelas artérias e volta pelas veias. Esse fenômeno, chamado de retorno venoso, no ser humano é fundamental na circulação, pois o sangue desce fácil, mas subir de baixo para cima contra a lei da gravidade,para chegar aos pulmões para ser oxigenado) precisa o apoio de um estimulo que é dado pelos músculos da barriga da perna( panturrilha) quando a pessoa anda, que funciona como se fosse uma bomba ou um coração acessório A origem da maioria das doenças venosas é a sobrecarga ou a desorganização desse retorno venoso por algum obstáculo, pois acumula um grande volume residual de sangue nas veias dilatando as o que se constitui veia varicosada (dilatada).Isso acontece por exemplo na gravidez, período que surgem as varizes e depois desaparecem no pos parto de algumas mulheres e outras não. O organismo então é obrigado a procurar outras veias mais profundas para levar o sangue do retorno venoso. Esse retorno venoso e a eficácia dessa bomba muscular pode ser medida por um aparelho que se chama pletismografia a ar que funciona mais ou menos como se fosse um aparelho de pressão em relação as artérias nos braços.
O uso do salto alto, sozinho com certeza não causa varizes basta examinar as pernas das modelos que não tiveram filhos.
U.J.Park e colaboradores cirurgiões da Faculdade de Medicina da Universidade Sungkyunkwan em Seul na Coréia analisaram as alterações hemodinâmicas no pós-operatório de cirurgia de varizes através da pletismografia a ar. Foram incluídos retrospectivamente 1.756 pernas de 1.620 pacientes submetidos à cirurgia para corrigir o refluxo da veia safena magna (VSM) As alterações hemodinâmicas venosas foram avaliados por pletismografia a ar no pré-operatório e depois um mês no pós-operatório avaliando o volume venoso (VV), o índice de enchimento venoso (IEV), fração de volume residual (FVR), e a fração de ejeção (EF).
Os valores do índice de enchimento venoso (que mede a saúde global da perna), a fração de ejeção (que mede a capacidade da panturrilha ejetar sangue venoso) e, ainda, a fração de volume residual (que mede o resíduo de volume na perna).
Comparando os resultados do pré-operatório com os do pos operatório, os valores de mediana VV, IEV e RVF foram reduzidos de 25,2%, 71,5% e 29,9%, respectivamente; EF aumentou 20,3%. Os resultados foram significativos para as quatro variáveis (P <0,001). Os autores usaram quatro técnicas cirúrgicas diferentes, pois agora esta se preservando a retirada da veia safena que pode ser necessária para futuros tratamento cirúrgicos do coração. O grau de alterações hemodinâmicas de acordo com as modalidades de tratamento não houve diferença no aumento do EF entre as modalidades de tratamento cirúrgico (P = 0,157).

Esses resultados mostram que os parâmetros hemodinâmicos venosos de varizes primárias foram melhorados após o tratamento cirúrgico.


Fonte: J Vasc Surg. 2010 Mar;51(3):634-8.

 

 

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