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Fibromialgia
Curta duração do sono e glicemia
L.Rafalson e colaboradores da Universidade Estadual de Nova York em Buffalo e demais integrantes do New York Western Health Study estudaram a duração do sono associada a glicemia de jejum (GJ)
Os participantes eram 1455 pessoas ,com idades entre 35 e 79 anos,início do estudo em 1996, mas somente 68% terminaram o estudo em 2001. Todos os participantes estavam livres da diabetes tipo 2 e doença cardiovascular no início do estudo (1996-2001) mas foram reavaliados no período de 2003-2004. E foi realizado um estudo caso-controle aonde foram comparados 91casos que tiveram glicemia de jejum (GJ) inferior a 100 mg / dL no período basal (1996-2001) e 100-125 mg / dL em follow-up(2003-2004): os 272controles apresentavam GJ menor que 100 mg / dL em ambos os exames. Os 91casos foram pareados individualmente com três controles (somando assim 272casos) em relação ao sexo, raça e ano de registro do estudo. O dado duração média de sono foi categorizada como de curta duração (menor que 6 horas), media (6-8 horas) e longa (maior que 8h).
Os autores aplicaram as técnicas estatísticas de regressão logística multivariada, que incluíram ajuste para diversos fatores de risco tais como a presença de diabetes, e o fator de risco para sono curto foi em media 3 vezes maior (95% intervalo de confiança de [IC]: variando de 1,05 a 8,59 vezes) em comparação com sono médio. Não houve associação entre o sono longo e GJ: fator de risco médio 1,6 (95% IC:variando de 0,45 a 5,42). Ajustamento para o outro exame que é a resistência à insulina mostrou existe a associação apenas entre os que dormem pouco: 2,5 (95% LC: 0,83, 7,46).
Os autores concluem pessoas que dormem menos de seis horas por noite parecem não conseguir regular a glicose de forma tão eficiente, aumentando seus riscos de desenvolver diabetes e doença cardíaca.
De acordo com os pesquisadores, essa relação pode estar associada com mudanças hormonais relacionadas ao apetite e ao estresse Estudos anteriores têm mostrado que curta duração de sono resulta em um aumento de 28% na média dos níveis do hormônio estimulante do apetite, a grelina; então, pode afetar os comportamentos alimentares. Outros estudos também mostram que a falta de sono pode reduzir a tolerância à glicose e aumentar a produção de cortisol , hormônio produzido em resposta ao estresse,





Fonte: Ann Epidemiol. 2010 Jul 9.

 

 

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