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Reumatismo
Miopatias inflamatórias
As doenças exclusivamente musculares são raras e, na maioria das vezes, vem acompanhadas ou, confundidas, com distúrbios neurológicos ligados aos músculos. Nos músculos, como em todos os tecidos, existem doenças hereditárias, infecções, distúrbios metabólicos dos componentes físicos e químicos do próprio tecido muscular, tumores e infecções e aquilo que se chama efeito secundário no tecido muscular, decorrente de uma causa primária (por exemplo, o que acontece no músculo de pessoas diabéticas).
F. L. Mastaglia e colaboradores, do Centro de Doenças Neuromusculares, da Universidade de Western Austrália, afirmam que existem 3 doenças de miopatias originárias de alterações do sistema imunológico, que também são chamadas de miopatias reumáticas, pois, causam dores e sintomas semelhantes às doenças reumáticas da articulação e dos ossos. Essas doenças são a dermatomiosite (DM), polimiosite (PM) e a miosite por inclusão que, em inglês, é chamada de inclusion-body myositis (IBM), doença, agora, récem especificada ADM, que, como diz o nome, ataca o músculo e a pele, PM agride vários músculos ao mesmo tempo, e a de inclusão, IBM, que tem esse nome por causa de um detalhe visto no microscópio de uma biópsia do músculo afetado.
A biópsia do músculo faz o diagnóstico dessas doenças indicando as variedades dependendo das células presentes, em maior número, podendo, pois, serem classificadas em miopatia eosinofílica, granulomatosa ou parasítica e quando existe a presença de macrófagos, passa ter o nome de miofasciite macrofágica (pois ataca o músculo e sua fascia). Os exames de sangue usuais para a pesquisa de anticorpos antimiosite não são bons auxiliares no diagnóstico, mas, podem, pelo seu nível, monitorar a evolução do tratamento e até o prognóstico da doença, devido à baixa sensibilidade.
A ressonância magnética traz imagens, às vezes de grande auxilio no diagnóstico, da IBM, principalmente, quando essa nova doença não foi suspeitada. O tratamento dessas doenças, de origem desconhecida, é feito com anti-inflamatórios, inicialmente, depois, com corticoides e se isso tudo não ajudar usa-se imunossupressores, imunoglobulina (essa por via endovenosa), ou a combinação dessas medicações. Alguns novos medicamentos estão sendo usados no tratamento dessas miopatias, tais como, mofedil e tacrolimus e drogas que diminuem as citoquinas do processo inflamatório. Os autores afirmam que os progressos do entendimento da biologia molecular dessas doenças raras, permitirá
obter medicamentos mais eficientes no seu combate.
Fonte: Muscle Nerve 2003 Apr;27(4):407-25

 

 

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