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Psicologia
A esclerose múltipla é genética
É uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza, no exame histológico, com o microscópio, por placas disseminadas, nos nervos de desmielinização (dissolução da substância mielina, que está nos nervos normais, garantindo a transmissão dos impulsos nervosos). A doença afeta os nervos que saem do crânio e da medula espinhal, dando lugar a sintomas e sinais neurológicos, sumamente variados e múltiplos, às vezes com remissões, outras com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis. Por causa desse quadro histológico e da sua evolução tambem é chamada de Esclerose em placas ou esclerose disseminada. Não existem causas comprovadas para a esclerose múltipla, suspeita-se que existam causas imunológicas, a presença de uma infecção produzida por um vírus de ação lenta ou a mielinólise, isto é, reação causada por enzimas.
A presença de casos, numa mesma familia, sugerem suscetibilidade genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens.
Essa enfermidade tem menor incidência na América Latina, principalmente, no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais. A idade mais comum do início dos sintomas é entre os 20 e os 40 anos de idade, e aos 50 anos é mais frequente.
S. Caillier e colaboradores, neurologistas, da Universidade da Califórnia, na cidade de San Francisco, constataram que existem genes específicos que aumentam os riscos do aparecimento e a severidade da doença. Esses autores reviram a associação de um número de gênes candidatos a explicar o envolvimento imuno-inflamatório, trófico, e do sistema nervoso. Foi constatado que há uma heterogeneidade genética que daria origem a diferentes grupos de pacientes com Esclerose Múltipla.
Esses autores verificaram que a Osteopontina (OPN), conhecido como gene ativador precoce das células T (Eta-1), foi identificado como um fator crítico na progressão da encefalomielite autoimune, muito semelhante à esclerose múltipla, ao microscópio, mas, que não seguem o mesmo padrão de degeneração da esclerose múltipla, porque deve ter outra causa.
Fonte: Genes Immun 2003 Jun;4(4):312-5

 

 

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