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Osteoporose
Progesterona e sono
Como já é muito bem conhecido as mulheres tem dois hormônios que regulam seu circulo menstrual e a gravidez: o estrógeno e progesterona que se alternam na periodicidade da menstruação e na gravidez. Por exemplo, foi recém descoberto que por um mecanismo complexo a progesterona impede o útero de se contrair durante a gravidez. Como age esse mecanismo ainda é uma incógnita. As atenções de vários estudos sobre a progesterona levou médicos belgas a associar esse hormônio aos problemas do sono tão frequentes nas mulheres na menopausa.
Uma série de metabólitos ( substancias resultantes da degradação da progesterona, que permanecem no sangue depois que o hormônio já agiu) são substancias neuroativas ( ou seja agem no cérebro e seus neurotransmissores) e produzem efeitos semelhantes aos sedativos. No entanto, os efeitos da administração de progesterona no sono não são bem caracterizados .Pesquisadores da Universidade de Bruxelas na Bélgica investigaram os efeitos de uma administração de 3 semanas da progesterona sobre a estrutura do sono e múltiplos perfis hormonais. Oito mulheres pós-menopáusicas saudáveis, 48-74 anos de idade, sem queixas de sono ou sintomas vasomotores ( fogachos). Nenhuma delas fez a terapia de reposição hormonal. Não tomavam nenhum medicamento para sintomas da menopausa nos últimos 2 meses.
O estudo foi randomizado ( ou seja as pacientes foram divididas ao acaso , duplo-cego( nem a paciente nem o medico não sabia que medicação estavam tomando), controlado com placebo ou seja 4 mulheres tomaram o hormônio e 4 mulheres tomaram pílulas vazias sem hormônio que é o placebo. Por três semanas, os participantes tomaram diariamente as 23 horas uma cápsula de 300 mg de progesterona ou placebo. O sono era registrados no polígrafo durante duas noites, e amostras de sangue foram obtidas em intervalos de 15 minutos por 24 horas.
Durante a primeira noite (sem coleta de sangue), o sono foi semelhante em ambas os grupos. O grupo placebo, com o procedimento de coleta de sangue foi associado a distúrbios do sono, que foram consideravelmente reduzidas no grupo que tomou progesterona. A duração média de vigília (período sem dormir) após o início do sono foi de 53% menor. Período de exame com ondas lentas a duração do sono foi quase 50% maior, e a atividade de ondas lentas total ( refletindo a duração e a intensidade do sono profundo), quase 45% maior no grupo da progesterona que o do placebo . A secreção noturna de hormônio de crescimento ficou aumentada. A secreção crepuscular e noturna do hormônio estimulante da tiróide estava diminuída no grupo que tomou progesterona .
Os autores concluem que a progesterona não teve efeito sobre as mulheres que tem sono tranquilo, mas restabeleceu um sono normal quando o esse foi perturbado pela coleta do sangue. Os medicamentos hipnóticos atualmente disponíveis tendem a induzir o sono profundo .A progesterona atua como regulador fisiológico e não como uma droga hipnótica. Utilização de progesterona pode fornecer novas estratégias terapêuticas para o tratamento de distúrbios do sono, em especial no envelhecimento, onde o sono é fragmentado e de baixa qualidade.
Fonte: J Clin Endocrinol Metab. Abril 2011, 96 (4)

 

 

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