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Psicologia
Psicologia baseada em Fantasias
Fantasiar, imaginar, criar, adaptar a realidade, constitui uma função inerente ao ser humano, que difere dos animais, sendo uma atividade psicológica saudável do indivíduo, sem o qual ele terá comprometido sua capacidade imaginativa.
As fantasias devem ser compreendidas como um processo de adaptação que, em seu nível mais elementar, provê gratificações substitutivas, mas, nas abordagens psicanalíticas, tanto representar expressões objetivas de desejos como, por outro lado, negações desses mesmos desejos ou impulsos inconscientes podem trazer ansiedade, sofrimento ou prazer dependendo do caso ou situações, relacionamentos ou conflitos não resolvidos. Existem inúmeras pessoas que vivem de tantas fantasias, que algumas chamam de mentiras, que são classificados de pacientes com problemas psicológicos.
G. B. Schmid e colaboradores, psiquiatras de Winterthur, Alemanha, resolveram criar a terapia baseada na fantasia, procurando descobrir a realidade do paciente nas diversas fantasias que cria. Essa forma de terapia é grupal, e tem como foco do tratamento, a psicose, na forma aguda e nas fases de remissões. Um tema diferente é apresentado a cada semana em duas semanas consecutivas, com sessões de 90 minutos cada, usando várias mídias e canais sensíveis do próprio corpo. A primeira sessão termina com uma história ou parábola que pode ser realizada simbolicamente a nível cognitivo-emocional. Na segunda sessão se aprofunda a história usando formas e cores. No primeiro dia estão presentes o psicoterapeuta e terapeuta especialista em dança/movimento, no segundo dia o psicoterapeuta tem o auxílio de um terapeuta especialista em arte.
A idéia é transmitir ao paciente que sua fantasia não é entendida, mas não é uma doença e precisa alguém que o ajude achar o caminho.
Fonte: Forsch Komplementarmed Klass Naturheilkd 2002 Oct;9(5):283-91

 

 

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