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Fibromialgia
Estimulação Magnética Transcraniana e fibromialgia
A Estimulação Magnética Transcraniana ou EMTr é uma técnica neurofisiológica aplicada através de uma espiral metálica envolta em plástico (bobina) sobre a cabeça, emitindo pulsos magnéticos que atuam no cérebro de maneira focalizada e indolor.A EMTr vem sendo usada há 20 anos para diversos fins, principalmente em neurologia (estudo das funções cognitivas, diagnóstico da transmissão nervosa) e há 10 anos despertou grande interesse científico, especialmente no campo da psiquiatria, em virtude da facilidade do tratamento e dos resultados obtidos nos quadros de depressão.
Com a vantagem de não apresentar efeitos colaterais e por sua eficácia terapêutica equivalente às demais modalidades, satisfatória inclusive sobre os casos refratários (que não respondem aos fármacos), observou-se nos últimos anos a multiplicação de centros médicos e de pesquisa em estimulação magnética cerebral nos mais respeitados centros universitários ao redor do mundo.
O paciente senta-se numa poltrona reclinável e recebe os estímulos durante aproximadamente 30 minutos, permanecendo acordado e sem necessidade de uso de medicações. Há um ruído (estalido do tipo "click") associado com a passagem da corrente através da bobina, mas o efeito do campo magnético e da indução da corrente no cérebro não é doloroso.
O tempo de tratamento varia de acordo com o quadro clínico. No caso da depressão, seguindo-se a orientação da Escola Médica de Harvard, são aplicadas 10 sessões (uma sessão por dia, durante 5 dias consecutivos , intervalo no final de semana, seguindo-se mais 5 sessões
A EMTr é uma técnica segura e o uso de pulsos simples vem sendo utilizado há 20 anos, evidenciando nos vários estudos específicos ser isento de riscos e ter ótima tolerabilidade. A terapêutica utilizada é a de baixa freqüência. O único efeito colateral significativo é cefaléia, que ocorre em 3% dos casos (devido contração dos músculos do couro cabeludo) a qual é tratada com analgésicos comuns. A indução de zumbidos ou diminuição transitória da audição pode ocorrer em 10% dos pacientes, mas esse risco é totalmente eliminado com o uso de tampões de ouvido.
M.E. Mendonça e colaboradores da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública de Salvador fazem um estudo dos efeitos analgésicos da estimulação transcraniana por corrente (ETCC) na fibromialgia utilizando montagens de eletrodos diferentes. Para cada eletrodo de montagem,os efeitos clínicos foram correlacionados com as previsões de fluxo cortical induzido .Trinta pacientes foram randomizados em 5 grupos: (Catodal-M1 [córtex motor primário], SO [ area supra-orbital ], anódica-M1, anódica-SO, e placebo) para receber ETCC aplicação (2 mA, 20 minutos), utilizando uma montagem extracefalica. A dor foi medida usando uma escala visual numérica (VNS), o limiar de dor por pressão (PPT), e um diagrama de corpo (BD) com a avaliação da área de dor. Houve redução significativa da dor nos grupos catodal,SO e anódica avaliados pelo VNS. Para PPT houve uma tendência para um efeito similar ao grupo anódica-SO. Simulação de computador indicam que a montagem M1-extracefalica produzida predominantemente no fluxo temporo-parietal da corrente.Por outro lado, a montagem SO-extracefalica produziu um fluxo de corrente através de estruturas pré-frontal anterior, apoiando assim os efeitos analgésicos observados.Esses achados clínicos e de modelagem sugerem que eletrodo montagem, devem ser induzidas em áreas associadas com a matriz da dor. Os resultados devem ser levados em consideração para a elaboração de estudos ETCC sobre dor em geral e a fibromialgia..

Fonte: J Pain. 2011 May;12(5):610-7

 

 

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