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Fibromialgia
Epidemiologia da Cefaléia
Cefaléia é a dor em qualquer parte da cabeça é a condição neurológica mais prevalente e dentre os sintomas mais frequentemente vistos na prática clínica. Mas 50% da população geral tem cefaléia durante um determinado ano e mais de 90% refere história de cefaléia durante a vida.A média da prevalência de migrânea( cefaleia de metade ou parte da cabeça) ao longo da vida é de 18% e a média estimada da prevalência durante o último ano de 13%.A prevalência de migrânea nas crianças e nos adolescentes é de 7,7%.
A cefaléia do tipo tensional é mais comum que a migrânea, com prevalência ao longo da vida de aproximadamente 52%. Contudo, apenas as cefaleias do tipo tensional frequente ou crônica reduzem a capacidade funcional ( ou seja atrapalham a atividade laborativa, esportiva, sexual etc
Mas 3% da população geral tem cefaléia crônica, ou seja, cefaléia duração de ≥15 dias por mês. Estes pacientes são os com maior redução na sua capacidade funcional antes referida
A relação entre os sexos na migrânea permanece estável em 2-3 mulheres para cada homem e é geralmente consistente entre os países pesquisados.
O predomínio da cefaléia no sexo feminino inicia-se na puberdade, com mulheres tendo um risco 1,5 maior para desenvolver cefaléia e 1,9 vezes maior para desenvolver migrânea quando comparadas com crianças e adolescentes do sexo masculino.
A distribuição da cefaleia do tipo tensional é igual entre os sexos.
Hereditariedade
A história familiar de migrânea é um dos mais fortes e consistentes fatores de risco para migrânea.Os resultados de estudos realizados com gêmeos sugerem que fatores de risco genéticos estão presentes em
aproximadamente um terço dos grupamentos familiares de migrânea. As formas comuns de migrânea, com e sem aura, são condições genéticas complexas Várias dessas condições foram recentemente identificadas em diversos cromossomos em estudos gênicos .
Migrânea está fortemente associada à ansiedade e distúrbios do humor, alergias, dor crônica e epilepsia. Migrânea com aura, mas não a migrânea sem aura, é um fator de risco para infarto cerebral e lesões encefálicas silenciosas encontradas na Ressonância Magnética, particularmente em mulheres com crises frequentes.
A presença de ansiedade na infância está associada com odesenvolvimento de cefaleia durante a fase de adulto jovem.
Vômitos cíclicos, sonambulismo e cinetose( perturbações do equilíbrio, chamados de labitintopatias erradamente) durante a infância são considerados ?equivalentes migranosos? e podem anunciar o desenvolvimento de migrânea posteriormente.A gravidade da migrânea é variável: 25% dos migranosos tem ≥ 4 crises de forte intensidade por mês,
48% tem 1-4 crises de forte intensidade e 38% tem ≤ 1 crise de forte intensidade.O curso da migrânea também é variável: remite em 30% dos indivíduos, persiste em 45% e transforma-se
em outros tipos de cefaleia em 25%. De um modo geral, a prevalência de migrânea reduz-se com a idade após os 50 anos e, em mulheres,
após a menopausa, a não ser que seja administrada terapia de reposição de estrogênio. Idade de início precoce, estressores psicossociais e comorbidades psiquiátricas podem estar
relacionadas com um desfecho menos favorável.

Fonte: Sociedade Brasileira de Estudos da Dor 6/12/2011

 

 

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