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Educação Física
Atividade Física nos Idosos - TEXTO NOVO

Existem vários estudos que admitem que a atividade física está associada a um aumento da massa óssea e com isso pode prevenir a osteoporose e as fraturas. Existem, porém, algumas atividades, que podem mais prejudicar do que ajudar, os idosos. O ultrassom é uma forma de medir a densidade óssea e inúmeros estudos têm demonstrado que quando existe uma perda de massa óssea no calcanhar aumenta a possibilidade de risco de fratura do fêmur.

R. W Jakes e colaboradores, da Universidade de Cambridge (Inglaterra) estudaram 2296 homens e 2914 mulheres que tinham de 45 a 74 anos, as quais estavam participando de um outro estudo, mais amplo, com 25.633 pessoas intitulado European Prospective Investigation into Cancer (EPIC Norfolk), para estudar esse tema.

O primeiro exame foi feito em janeiro de 1998, com um questionário, sobre o tipo de prática esportiva. Em Maio de 1999 foi feito um novo exame nos 5210 participantes que completaram outro questionário e foi feita uma medida da massa óssea do calcâneo pelo ultrassom.

Os autores classificaram os esportes em: sem impacto (natação, pesca); baixo impacto (bicicleta, exercícios no chão e sem pular, etc); impacto moderado (andar, subir morros), exercícios com pequenos pesos, tênis, golf, etc); alto impacto (corrida, squash e jogos com bola e com saltos).

Entre um exame e outro foram excluídos 142 homens e 236 mulheres que tiveram fraturas e 11 homens e 47 mulheres que tiveram o diagnóstico de osteoporose dado pelos seus médicos. Restaram 2143 homens e 2631 mulheres para a análise.

O auto relato de horas de atividades dispendidas, com esportes de alto impacto, estava fortemente associado com aumento da massa óssea, medida no calcâneo pelo ultrasssom, independentemente da idade, peso e outros fatores de risco. Homens que relatavam a prática de 2 horas por semana de esportes de alto impacto tinham 9,5% mais massa óssea no calcâneo do que os homens que não tinham essa prática. Na mulher, o aumento era de 3,4% de massa óssea se praticasse a mesma quantidade de exercícios de alto impacto comparada com as que faziam exercícios sem impacto (nas mulheres isso ocorria mesmo com uma diferença de quatro anos na idade). Os esportes de moderado impacto, não influem sobre o nível de massa óssea. O exercício de subir escada está associado, na mulher, com aumento de massa óssea. Não houve associação de perda de massa óssea com o número de horas dispendido assistindo  televisão.

Concluem os autores que esses exercícios de alto impacto aumentam a massa óssea do calcâneo (diminuindo a atenuação do ultrassom no calcâneo) que é um bom indicio de redução de risco de fraturas por osteoporose, mas, no grupo dos idosos, esses exercícios de alto impacto podem facilitar as quedas causando fraturas transtrocanterianas do colo do fêmur.

 

(Jakes, R.W, Khaw K.T, Nicholas E ,Day,N. et al -Patterns of physical activity and ultrasound attenuation by heel bone among Norfolk cohort of European Prospective Investigation of Cancer (EPIC Norfolk): population based study BMJ 2001;322:140-143)

 

ATUALIZAÇÃO: Num outro estudo recente (Int J Behav Nutr Phys Act;13(1):2, 2016 – pgs 1479-5868) os autores mediram a atividade física entre indivíduos mais idosos de duas populações. O objetivo foi comparar a variação de dados de um grupo da Inglaterra (EPIC-Norfolk) com um grupo de americanos (NHANES). A idade média do primeiro grupo variou de 49-91anos, num total de 4052 ingleses e a do segundo grupo variou de 49-85 anos, entre 3459 norte-americanos.

A atividade física foi medida por acelerometria uniaxial que é um método de análise do movimento, comumente utilizado em análises biomecânicas do movimento humano, o qual permite, através do acelerômetro, mensurar as acelerações provocadas e sofridas pelo corpo humano.  

 

No EPIC-Norfolk 65% do tempo de desgaste foi medido por esse método em menos de 100 contagens por minuto e 20% foi medido na faixa de 100-500 contagens por minuto. Apenas 4,1% dessas pessoas tinham realizado mais de 30 min por dia de atividade. Se fosse diminuído o número de contagens por minuto 18,7% das pessoas atingiriam o limiar de 30 min por dia de atividade. Em comparação, 2,5% dos ingleses e 9,5% dos idosos americanos tinham essa atividade acumulada nesses níveis. CONCLUSÃO: Em relação à atividade física medidos pela acelerometria, a maioria dos adultos mais idosos deste estudo, pertencente ao grupo da Inglaterra não atendeu às diretrizes de atividade mínima solicitada. E por isso, os autores concluíram que estes eram mais sedentários que os idosos do grupo norte-americano.

Fonte: BMJ 2001;322:140-143/Int J Behav Nutr Phys Act;13(1):2, 2016 – pgs 1479-5868

 

 

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