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Osteoporose
Tipos de fraturas do fêmur - TEXTO NOVO

O prof. Dr. Steven R. Cummings, da Universidade da Califórnia na cidade de San Francisco, Estados Unidos estudou o possível aparecimento de osteoporose e de fraturas, em 9704 mulheres brancas, normais, sem doenças, acima de 65 anos, que acompanhou durante 8 anos. Entre as 9704 mulheres, depois dos 8 anos de seguimento, 279 pacientes tiveram fraturas do colo do fêmur (consideradas fraturas osteoporóticas) e 222 tiveram fraturas transtrocanterianas (isso é também do fêmur, mas devido a acidentes de trânsito, quedas, etc).

As fraturas transtrocanterianas ocorrem em uma área entre o pequeno e o grande trocânter, na porção extra-articular, em osso de predominância esponjosa e ricamente vascularizado.
São muito comuns na população idosa, estimando-se que nove em cada dez fraturas do quadril ocorram em pacientes com mais de 65 anos de idade. Distúrbios de postura e de marcha, reduzida acuidade visual, uso de medicações que diminuem o estado de alerta e doenças associadas, entre elas a osteoporose são alguns dos fatores de riscos.

As mulheres que entraram no estudo do autor se locomoviam de forma independente, não tiveram fraturas ósseas anteriores e não tinham osteoporose. Depois de um exame clínico, de densitometria óssea e exames laboratoriais iniciais, as mulheres voltaram, posteriormente, a cada 2 anos, para um reexame semelhante ao anterior, mas não tomavam nenhuma medicação preventiva para a osteoporose. Há diferença entre esses dois tipos de fraturas? A fratura pela osteoporose se dá no colo do fêmur e ocorre por quedas e acidentes leves, porque o osso estava fraco, com osteoporose. No tratamento coloca-se uma prótese de metal e deve-se reaprender a andar. As mulheres que têm mais de 65 anos, que tomam cortisona, têm dificuldade de andar, de mexer as pernas, de enxergar e, costumam ter esse tipo de fratura. A fratura transtrocanteriana (esse é o nome da região do fêmur, que se rompe) surge em um osso forte, sem osteoporose, e é devida a um acidente grave de automóvel ou uma grande queda. A cirurgia pode ser somente para a colocação de uma placa, para ajudar o osso a se soldar mais depressa. Esse tipo de fratura ocorre nas pessoas que têm um mal estado geral de saúde devido aos problemas da idade, mas, o osso estava sem osteoporose. Esse estudo científico mostra que 501 mulheres, com mais de 65 anos, terão uma fratura do fêmur, se não cuidarem da prevenção da osteoporose.

Atualmente, estima-se que 250.000 fraturas do quadril ocorram anualmente nos EUA. Os pesquisadores predizem que esse número deve aumentar para 500.000 pelo ano de 2040.
No Brasil, em levantamento feito pelo Ministério da Saúde através do SUS, constatou-se que 90% dos recursos destinados a doenças ortopédicas são consumidos por nove doenças, entre elas a fratura transtrocanteriana. 
Outro problema enfrentado é que um terço dos pacientes morre no primeiro ano após a lesão e aproximadamente 50% dos pacientes tornam-se incapacitados a caminharem sozinhos ou subir escadas e 20% passam a necessitar de cuidados domiciliares permanentes.

O fisioterapeuta precisa tomar um cuidado extra de não fazer manobras de manipulação nos pacientes idosos com osteoporose operados e com aqueles que têm osteoporose que aparecem na densitometria óssea. Nos pacientes idosos ou em tratamento de artrite reumatoide com anti-inflamatórios ou cortisona os cuidados devem ser dobrados.

 

 

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Fonte: (J Bone Miner Res. 2001 May;16(5):901-10) / www.mdsaude.com, 2015

 

 

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