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Postura
Dor nas costas - TEXTO NOVO

Pesquisadores da Universidade de Manchester acompanharam 490 pacientes (203 homens e 287 mulheres) com idade variando de 18 a 75 anos, e descobriram que a incidência anual acumulativa de lombalgia entre eles era de 6,4%. Dos 463 (94,5%) que tiveram um novo episódio de lombalgia, 275 (59%) fizeram uma única consulta e, 150 (32%) repetiram a consulta por causa de novo episódio, após três meses da consulta inicial. Nesse intervalo somente 21% havia se recuperado totalmente e 25% após 12 meses, da dor e da incapacidade. Concluem os autores que 90% dos pacientes com lombalgia resolvem o problema em um mês. Dos 10% restantes, que tiveram novo episódio, somente 25% teve uma recuperação total da dor e da incapacidade, depois de 12 meses.
Esses mesmos pesquisadores verificaram que a insatisfação do trabalhador no emprego e os fatores psicológicos enfrentado pelos trabalhadores desempregados dobraram, o que representa um fator de risco duas vezes maior de aparecer uma dor na região lombar. Os problemas salariais e as dificuldades econômicas triplicam a chance de aparecerem essas dores. Os autores concluem que não são somente os fatores mecânicos (postura adequada no trabalho), nem causas psicossociais (relação com a chefia, gostar do trabalho, etc.), que causam as dores nas costas ou na coluna. É um problema de personalidade da pessoa. 
Médicos ingleses da Universidade de Londres estudaram a incidência em 463 pacientes com dor nas costas, que foram tratados por clínicos gerais e constataram que 275 (69,0%) melhoraram com uma única consulta e prescrição; 150 (32%) tiveram nova dor depois de três meses e 38 (8%), a dor voltou depois de mais de três meses. Em relação à idade, os pacientes de 18 a 29 anos (76% melhoraram na 1ª vez, entre os homens e 85% entre as mulheres). Na idade de 60 a 75 anos houve melhora de 60% na primeira vez entre homens e 50% entre as mulheres. Mas 34% dos homens, de 60-75 anos tiveram nova dor em três meses, assim como 43% das mulheres.
Uma outra pesquisa inglesa com 3.618 homens e 4.051 mulheres de 18 a 75 anos de idade, que tinham dores na região lombar - a faixa etária que mais foi à consulta repetidas vezes foi de 45 a 59 anos de idade: 8% dos homens e 10% das mulheres. Em segundo lugar foi à faixa etária de 30 a 44 anos, 6% os homens e 8% as mulheres. A lombalgia é uma doença de pessoas jovens e não de idosos.
Nessa estatística na faixa de 60 a 75 anos só 5% dos homens e 6% das mulheres fizeram múltiplas consultas. 

Em outro artigo pesquisadores ingleses realizaram em Qatar um estudo transversal em 13 Centros de Atenção Primária à Saúde para determinar a prevalência de lombalgia na população e analisar sua associação com sintomas de depressão e somatização.

 

Um questionário foi usado para identificar os casos prováveis colhendo dados sociodemográficos, informações pessoais dos indivíduos estudados, relacionadas com incapacidade funcional e sintomas de depressão e somatização.
Uma amostra representativa de 2.600 pacientes foi analisada e 1.829 (70,0%) deles participaram do estudo. A prevalência de dor lombar na amostra estudada foi de 56,5%. Houve diferenças estatisticamente significativas entre os indivíduos com e sem dor lombar em termos de índice de massa corporal (p <0,025), sexo (p <0,003) e condição de moradia (p <0,001). Houve diferença significativa entre os indivíduos com e sem a dor em termos de todos os aspectos da incapacidade funcional. Transtorno de somatização na dor lombar foi de 203 (19,6%) e transtorno de depressão foi de 265 (25,4%). A maioria dos pacientes com lombalgia relataram dor nos braços e pernas (p <0,001); falta de ar (p <0,028), palpitações (p = 0,004); queixas gastrointestinais, como dor abdominal (p <0,001), diarréia (p <0,001) e vômitos (p<0,001); sensação de cansaço (p <0,001); problemas com sono (p <0,001); cefaleia (p <0,001) e desmaio (p = 0,043). O modo do tratamento seguido pelos pacientes para o alívio foi: repouso (695 pacientes ou 67,2%), seguido por compressas quentes ou calor (480 pacientes ou 47,6%), fisioterapia (491 pacientes ou 47,5%), exercício regular (414 pacientes ou 40%), e  aplicações de emplastros (346 pacientes ou 33,5%).
O presente estudo mostrou que os sintomas de depressão e somatização foram prevalentes entre os pacientes com lombalgia. A incapacidade funcional foi maior nos pacientes. O reconhecimento desse problema pode levar a uma melhor adequação do tratamento do paciente e melhores resultados clínicos.

Fonte: J Pak Med Assoc. 2015 May;65(5):473-9

 

 

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