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Fratura vertebral repetida - TEXTO NOVO

Fraturas vertebrais aumentam de forma significativa o risco de novas fraturas para o resto da vida, mas, o risco de novas fraturas vertebrais, no período imediatamente subseqüente a uma fratura vertebral não foi avaliado.
R Lindsay, de N. York, e colaboradores, de um estudo internacional e multicêntrico, analisaram os dados de quatro ensaios clínicos, extensos, de três anos, sobre o tratamento de osteoporose, que foram conduzidos em 373 centros de estudos, nos E.Unidos, Europa, Austrália e Nova Zelândia de novembro de 1993 a abril de 1998. Eram 2.725 mulheres pós-menopáusicas que haviam sido randomizadas, isto é, escolhidas ao acaso, para um grupo placebo e cuja presença de fratura vertebral não era conhecida, no início do estudo. A idade média era de 74 anos, com um período médio, pós-menopausa, de 28 anos.
Estudou-se a incidência de fratura vertebral, identificável na radiografia, durante o ano seguinte a uma fratura vertebral anterior.
A incidência cumulativa de novas fraturas vertebrais, no primeiro ano, foi de 6,6%. A presença de uma ou mais fraturas vertebrais no início do estudo aumentou o risco de sofrer uma fratura vertebral, em 5 vezes, durante o ano inicial do estudo, em comparação com a incidência nas participantes que não apresentavam fraturas vertebrais existentes no início do estudo (risco relativo [RR] = 5,1; intervalo de confiança [IC] de 95%, 3,1-8,4; P<0,001). Entre as 381 participantes que desenvolveram uma fratura vertebral inicial, a incidência de uma nova fratura vertebral, no ano subseqüente, foi de 19,2% (IC de 95%, 13,6%-24,8%). Esse risco também aumentou na presença de fraturas vertebrais anteriores (RR = 9,3; IC de 95%, 1,2-71,6; P = 0,03).
Concluem os autores que mulheres com uma fratura vertebral apresentam um risco considerável de sofrer uma nova fratura no ano seguinte. 

Fonte: JAMA, 2001 Jan 17;285:320-323

 

 

Fraturas vertebrais únicas são o tipo mais comum de fratura osteoporótica. Mulheres na pós-menopausa têm um risco aumentado de fraturas vertebrais osteoporóticas em comparação com as mulheres em idade fértil. Fraturas vertebrais estão associadas com um aumento da morbilidade, mortalidade, e um risco elevado de fratura vertebral posterior, independentemente da densidade mineral óssea. Apesar da ocorrência comum e as consequências graves de fraturas vertebrais, são muitas vezes despercebidas ou mal diagnosticadas por radiologistas. Além disso, as fraturas vertebrais podem ser descritas pela terminologia variável que pode mais confundir do que esclarecer médicos solicitantes. Foi realizado um levantamento dos relatórios de raios-X da coluna vertebral de um grupo de mulheres pós-menopáusicas selecionados para participação no estudo da osteoporose no Centro de Pesquisa Clínica do Brasil. A análise descritiva avaliou a variabilidade dos relatórios em 7 pacientes. Quatro radiologistas gerais independentes emitiram relatórios de avaliação das fraturas vertebrais através de uma análise aleatória. O objetivo deste estudo foi avaliar a consistência desses relatórios. A análise constatou acentuada variabilidade no diagnóstico de fraturas vertebrais e da terminologia utilizada para descrevê-los. Nas práticas médicas da comunidade, essa variabilidade pode levar a diferenças no manejo de pacientes com osteoporose, com o potencial para subtratamento ou tratamento excessivo dependendo das circunstâncias clínicas. Relatórios precisos e inequívocos de fraturas vertebrais é suscetível de ser associado com melhores resultados clínicos.

Fonte: Rev Bras Reumatol. 2015 Sep-Oct; 55 (5): 464-7.

 

 

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