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Fibromialgia
Crianças e adolescentes com fibromialgia - TEXTO NOVO

A Fibromialgia (FM) é encontrada em crianças e adolescentes, e seu diagnóstico habitualmente não é fácil. Porém, a qualidade de vida nestes pacientes pode ser grandemente afetada pela doença.
T. Burwinkle e colaboradores, da Universidade de San Diego, Califórnia, estudaram 38 crianças com fibromialgia (idades entre 8-18) que completaram um questionário de qualidade de vida (PedsQL), sendo que os pais também responderam o questionário. O médico avaliava o paciente a cada visita com uma escala visual da dor. Os resultados foram comparados com outras doenças que apresentavam scores baixos em qualidade de vida, como Artrite reumatóide juvenil (ARJ), Lúpus eritematoso e Leucemia linfocítica aguda, quando estavam fazendo quimioterapia.
Embora a correlação entre a impressão do médico e o questionário fosse mais forte no Lúpus e na ARJ, os pacientes com fibromialgia relataram menor qualidade de vida percebida do que todos os outros grupos, inclusive Leucemia. Este estudo revela que há uma discrepância na qualidade de vida percebida pelo médico e pelo paciente infantil/adolescente com FM, e o uso de questionários pré-estabelecidos deve ser enfatizado.

(Congresso do American College of Rheumatology, 2001)

 

Esforços têm sido feitos para padronizar a prática de exercícios recomendados para portadores de fibromialgia em adolescentes baseado nas diretrizes de práticas clínicas.

Uma revisão sistemática de diretrizes de prática clínica foi feita em artigos publicados a partir de janeiro de 2003 a julho de 2013. As orientações foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios: a) exercícios para o combate da fibromialgia usados em pacientes adultos, b) exercícios com base em evidências científicas, sistematicamente procurados em adultos, c) níveis de evidência e força de recomendação incluídos em academias e d) publicados em Inglês ou Espanhol.

 

De 249 resultados iniciais, seis guias preenchiam os critérios de inclusão. Diretrizes de prática clínica analisados ​​nesta revisão mostram grande variabilidade tanto na presença e nível de evidência e na força de recomendação de muitos tratamentos. Exercícios físicos e terapia cognitivo-comportamental são tratamentos de primeira linha, mostrando alto nível de evidência. A amitriptilina, utilizado durante períodos curtos de tempo para o controle da dor, é o tratamento farmacológico com a evidência mais sólida. A abordagem multidisciplinar apresentou melhores resultados do que a aplicação isolada de qualquer tratamento.

Fonte: Reumatol Clin 2015 outubro 16

 

 

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