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Dia Nacional da DISTONIA
Este 6 de maio é o dia nacional da distonia, uma doença neurológica caracterizada por contrações musculares involuntárias, ocasionalmente dolorosas, e que podem acometer qualquer parte do corpo. Pode ser confundida com os “tiques” na qualidade dos sintomas, mas estes geralmente podem ser razoavelmente controlados pela vontade do paciente, enquanto a distonia não pode. As distonias afetam a qualidade de vida das pessoas acometidas, com limitações físicas que podem variar de leves a severas, dependendo da gravidade da distonia.

Além das limitações físicas, a doença afeta a autoestima, provocando graus de ansiedade e depressão. Segundo o neurologista Flávio Sekeff Sallem, o problema impacta de forma expressiva o dia a dia dos portadores.

— Dependendo da gravidade, o paciente pode ficar impossibilitado de realizar funções simples como assinar um cheque, andar, dirigir e realizar atividades básicas como tomar banho, escovar os dentes ou comer — afirma o especialista.

Além de ser uma doença crônica e, na maioria das vezes sem causa conhecida, a distonia é também pouco discutida e sabida entre as pessoas. De acordo com a Associação Brasileira dos Portadores de Distonias (ABPD), o mal pode ser resultado de uma disfunção no cérebro — órgão responsável pelo equilíbrio do sistema motor do corpo.

Segundo Sallem, existem outras causas que podem ocasionar o aparecimento da doença.

— A distonia pode ser de ordem primária, ou seja, sem causa definida (a maior parte dos casos), pode ser herdada geneticamente (causa genética), ou secundária quando o problema é consequência de outra doença ou provocada por acidentes — explica o médico.

Os espasmos podem afetar uma única parte do corpo como os olhos, pescoço, braços ou pernas (distonias focais), duas partes vizinhas como, por exemplo, o pescoço e um braço (distonias segmentares), um lado inteiro do corpo (hemidistonia) ou praticamente o corpo todo (distonia generalizada).

Alguns tipos de distonias são mais comuns, como o blefaroespasmo e a distonia cervical, a mais comum das distonias focais. O blefaroespasmo é caracterizado por contrações involuntárias do músculo que controla as pálpebras, e em casos mais graves, pode levar à cegueira funcional. A distonia cervical caracteriza-se por contrações involuntárias do pescoço, geralmente com bastante dor, e que pode levar a posturas anormais do pescoço, com o pescoço caído para os lados ou para frente, ou torcido para um dos lados.

A chamada cãibra do escrivão, uma forma de distonia focal que afeta, via de regra, o membro superior utilizado na escrita e que geralmente só aparece quando o paciente está escrevendo impossibilita os portadores de escrever, o que impacta muito no trabalho, obrigando-os a digitar.

— Não existe cura para a distonia, mas há tratamentos disponíveis que auxiliam na melhora da qualidade de vida dos pacientes, como medicações como os anticolinérgicos e relaxantes musculares, e principalmente a aplicação de Toxina Botulínica tipo A, que ameniza as contrações involuntárias, dores e ajuda a corrigir a postura, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes — diz o especialista.

Os sintomas da distonia podem se manifestar também em crianças.

Tratamento

Não existe cura para a distonia, mas há tratamentos disponíveis que auxiliam na melhora da qualidade de vida dos pacientes. As técnicas empregadas dependem do tipo de distonia. Os pacientes podem fazer uso de medicamentos via oral e, em alguns casos, o médico pode considerar a indicação do tratamento cirúrgico, como lesões de músculos, nervos ou lesões cerebrais localizadas por técnicas rigorosamente calculadas.

Uma das terapias mais eficazes e seguras para a distonia em adultos é a toxina botulínica tipo A. Aprovado pela Anvisa desde 1992, o medicamento é injetado diretamente nos músculos, inibindo a liberação de um neurotransmissor (acetilcolina) que envia a mensagem do nervo para o músculo e é responsável pela contração muscular. A aplicação da toxina botulínica ameniza as contrações e dores, além de ajudar a corrigir a postura. O tratamento com a toxina botulínica é reembolsado pelos planos de saúde, de acordo com a Lei 9.656/98, que garante a cobertura de todo o procedimento médico.
Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2011/05/no-dia-nacional-da-distonia-entenda-o-que-e-a-doenca-que-se-confunde-com-os-tiques-3299112.html

 

 

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