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Psicologia
Depressão
Transtornos depressivos determinam um grande prejuízo na esfera pessoal, familiar e ambiente de trabalho. A depressão acomete, principalmente,
adultos jovens entre 20 e 30 anos de idade, atingindo duas vezes mais mulheres que homens. O National Comorbidity Survey (registro de todas
as consultas realizadas nos ambulatórios dos E. Unidos) mostrou uma prevalência (soma dos casos novos mais os casos antigos, em tratamento) da depressão ao longo da vida de 17,1%, dos pacientes consultados por ano. Esta prevalência de transtornos depressivos é ainda mais elevada na
presença de outras condições médicas, associadas (por exemplo dores reumáticas, da coluna, osteoporose, após acidentes, etc), tanto em
estudos nacionais como internacionais, variando de 12% a 83% dos pacientes examinados. A depressão associada a outras doenças é, em geral, pouco diagnosticada por diversos fatores, principalmente, pela dificuldade em se identificar
os sintomas depressivos. A edição da Revista da Associação Medica Brasileira de julho a setembro de 2002, trouxe 3 artigos sobre depressão: Carolina Lorencatto e colaboradores, avaliam a freqüência de depressão, em 50 mulheres, com idade entre 24 e 48 anos, com diagnóstico de endometriose e dor pélvica, aplicando o Inventário de Depressão de Beck, validado em nosso meio. Os autores identificaram a presença de depressão, em 92% das pacientes avaliadas, sendo 56% de intensidade moderada a grave. Apesar de 66% das
pacientes relatarem o uso de medicação hormonal, não foi observada correlação significativa entre a presença de depressão com o uso de hormônios.
Gisleine V. S. de Freitas e colaborador, na página 245-249 da mesma edição da revista determinam a prevalência de depressão, ansiedade e ideação suicida em 120 adolescentes grávidas, de 14-18 anos, atendidas em um serviço público de pré-natal. Foram encontrados 28 (23,3%) casos de ansiedade, 25 (20,8%) de depressão e 19 (16,7%) de ideação suicida. Tentativa de suicídio anterior à gravidez foi relatada por 16 (13,3%) adolescentes.
Renério Fráguas Júnior e colaboradora, na mesma edição da Revista investigam os sintomas depressivos em 293 pedidos de interconsulta à
psiquiatria, sendo 168 (57,5%) mulheres e 124 (42,5%) homens, com idades variando de 18 a 93 anos. Os resultados mostraram que dos pacientes avaliados, 230 (78,50%) preenchiam critérios para diagnóstico psiquiátrico; sendo que 136(59,1%) apresentaram transtornos dentro do espectro depressivo.Diversos autores demonstraram que as características da depressão nos pacientes com outra doença clínica são diferentes daquelas encontradas em pacientes com depressão primariamente, quando é uma doença psiquiátrica. Isto decorre, provavelmente, porque a própria doença crônica, devido a fatores emocionais, físicos e psicológicos acaba causando a depressão associada. Além disso, alguns sintomas depressivos são muito freqüentes, tais como insônia, diminuição da concentração, falta de memória, inapetência, emagrecimento e fraqueza (cansaço, fadiga) , por isso o diagnóstico de depressão não é realizado. As variáveis que explicam o diagnóstico de depressão são: pensamento de morte, irritabilidade, despertar precoce e perda de peso. Devido a sua elevada prevalência, a depressão deve ser um diagnóstico diferencial para todo o trabalhador, com queixas crônicas persistentes. O diagnóstico precoce e tratamento do operário depressivo- melancólico é essencial, uma vez que, além do comprometimento da qualidade de vida, a depressão acarreta significativo aumento da morbidade (aumento de vários tipos de doenças, decorrente de exames, cirurgias e medicamentos inúteis receitados pelos médicos) e mortalidade decorrentes da própria condição médica. O ambiente do trabalho, principalmente, aumenta os acidentes e queixas de dores em geral e especificas, no próprio
trabalhador, além de comprometer e influir, os companheiros do ambiente em que trabalha. Dentre os vários comprometimentos já descritos,
Fonte: Revista da Associação Medica Brasileira de julho a setembro de 2002

 

 

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