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Educação Física
Dor no Púbis - TEXTO NOVO

A dor na região da virilha e do púbis representa causa comum de afastamento do esporte e de aposentadoria de muitos esportistas, o que mostra a importância do diagnóstico e do tratamento adequados nessa população. Devem-se considerar, entre os diagnósticos diferenciais, a pubalgia do atleta, patologias intra-articulares do quadril, roturas miotendíneas traumáticas (adutores do quadril; reto abdominal), além de doenças da parede abdominal, principalmente as hérnias inguinais.
A pubalgia do atleta caracteriza-se por dor crônica na região púbica ou inguinal, associada a esforço físico, em esportes que exijam mudanças bruscas na direção do movimento ou chutes repetitivos. As modalidades mais frequentes, em ordem decrescente de incidência, são: futebol, hóquei no gelo, futebol americano, atletismo, beisebol, basquete, tênis e natação. Dados da Liga de Futebol e da Liga de Hóquei no Gelo dos Estados Unidos sugerem que 9 a 18% dos seus atletas sofrem ou já sofreram algum tipo de incômodo compatível com a síndrome da pubalgia do atleta.
Levantamento de artigos em português demonstra a escassez de publicações sobre o tema no Brasil.
Anderson Luiz de Oliveira e colaboradores, do Departamento de Ortopedia e traumatologia do Esporte da Universidade Federal de São Paulo apresentaram um estudo que avaliava 42 homens, com a média de idade de 33 anos com a queixa de pubalgia, 25 (58,1%) atletas praticavam futebol e 13 (30,2%) eram corredores; 37,2% eram atletas profissionais. Foi diagnosticada hérnia inguinal em 20,9% dos pacientes, o que demonstra a importância de sua pesquisa rotineira nesses pacientes. A duração do tratamento variou de um a 12 meses e 95,2% dos pacientes retornaram ao esporte. Os autores concluíram este estudo apresenta as características epidemiológicas dos pacientes com diagnóstico de pubalgia do atleta atendidos num centro de referência e demonstra o predomínio dessa lesão nos pacientes do sexo masculino praticantes de futebol e de corrida. Mostra também alta taxa de sucesso do tratamento não operatório, bem como elevado índice de retorno à prática esportiva após tratamento.

 

Fonte: r e v b r a s o r t o p . 2 0 1 6; 5 1(6):692-696

 

 

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