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Educação Física
Discos lombares em dançarinas - TEXTO NOVO

Para as bailarinas o exercício de danças intensas, regulares e prolongadas causam tensão na coluna lombar e podem desencadear ou acelerar o desenvolvimento de discopatia degenerativa. Estudos de imagem anteriores mostraram que a doença degenerativa do disco é mais comum na ginasta feminina competitiva do que em pessoas não-atletas que são assintomáticas em bailarinas com a mesma idade e formação que não dancem profissionalmente. No entanto, os resultados de estudos comparativos sugerem que a “agressão” do exercício físico específico à ocupação feito de forma constante ou como esporte tem um papel relativamente menor na degeneração do disco, do que a postura ereta também nas atividades rotineiras da vida diária.

O estudo foi realizado com 40 bailarinas voluntárias (20 balé e 20 flamengo) com idade entre 18 e 31 anos (média = 24,2) que foram submetidas a ressonância magnética da coluna lombar. Elas foram comparadas com um grupo controle de 20 mulheres da mesma idade. Uma análise descritiva foi realizada e os dois grupos foram comparados por análise de tabela de contingência utilizando o teste de qui-quadrado de Pearson. Nove das 20 mulheres (45%) no grupo controle apresentaram degeneração de disco em comparação com 13 das 40 (32,5%) mulheres do grupo dançarino, com um qui-quadrado de 0,897 (não significativo). Houve 12 discos degenerados dos 100 explorados (12%) no grupo controle comparados com 21 dos 200 explorados (10,5%) no grupo dançarino (qui-quadrado = 0,153, não significativo).

A conclusão é de que a dança não pode ser considerada um fator de risco para a degeneração do disco lombar em mulheres.

 

 

 

Fonte: Am J Sports Med. 2009 Jun; 37 (6): 1208-13

 

 

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