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Fisioterapia
Doença de Parkinson e reabilitação física - TEXTO NOVO

A doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurológica com impacto negativo na motricidade e qualidade de vida dos pacientes. O com- prometimento  motor  inclui  dificuldades  para  a  marcha,  equilíbrio  e atividades de vida diária. Contudo, pouca atenção é dada aos aspectos de avaliação e reabilitação física dos membros superiores na doença de Parkinson. Sendo assim, o presente artigo apresenta instrumentos de avaliação no contexto da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde que são relatados na literatura e que podem servir como desfechos clínicos para verificar a evolução dos pacientes com DP na reabilitação física.

A Doença de Parkinson (DP) é caracterizada por degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos na substância negra em sua parte compacta, comprometendo a via nigro-estriatal. Em virtude do comprometimento dessa via, surgem os sinais motores denominados de tétrade parkinsoniana, a saber: rigidez, bradicinesia, tremor de repouso e instabilidade postural. Além disso, outros sinais podem surgir, tais como congelamento e fraqueza muscular.

As dificuldades funcionais progressivas comuns na DP têm impacto negativo na qualidade de vida, comprometendo a independência funcional nas tarefas diárias, de lazer e autocuidado. As desordens motoras ocasionadas pela DP provocam mudanças no padrão dos movimentos finos das mãos, de tarefas sequenciais e bimanuais.

Tendo em vista que os instrumentos disponíveis para avaliar a função dos membros superiores na DP não contemplam uma avaliação de toda a extremidade, é importante esforços para estabelecer um teste que seja válido e confiável para a identificação de disfunção dos membros superiores. Além disso, é importante que a avaliação física dos membros superiores na DP inclua análise de tarefas sequenciais, complexas, uni e bilaterais, focalizando o domínio da CIF “Atividades e Participação” para verificar o impacto dos comprometimentos motores na funcionalidade física dos membros superiores dos pacientes com DP.

 

 

 

 

 

Fonte: Rev Bras Neurol. 52(2):12-16, 2016

 

 

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