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Fator associado a distúrbios musculoesqueléticos autorrelatados relacionados a DORT - TEXTO NOVO

 

O objetivo deste estudo foi descrever a prevalência de distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (Dort) e analisar os fatores associados com esse desfecho na população brasileira. Neste estudo transversal, de base populacional, foram utilizados dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. A amostra foi composta por 60.202 brasileiros com 18 anos ou mais de idade. A variável principal considerada foi a ocorrência de Dort autorreferida. Como variáveis explicativas, foram investigadas características sociodemográficas, ocupacionais, recursos pessoais e condições de saúde. Foi realizado um modelo logístico binário uni e multivariado, considerando o nível de significância de 5%. Os resultados obtidos indicaram que a prevalência de Dort na população brasileira foi de 2,5%, variando de 0,2% (Acre) a 4,2% (Santa Catarina). Os fatores associados à Dort foram: sexo feminino (OR = 2,33); estar afastado temporariamente do trabalho (OR = 2,44); estar exposto a ruído no local de trabalho (OR = 2,16), tempo igual ou superior a 4,5 anos no trabalho atual (OR = 1,37); participar de trabalho voluntário (OR = 1,65); relatar diagnóstico médico de artrite ou reumatismo (OR = 2,40) e de depressão (OR = 2,48). Por outro lado, foram associados à menor chance de diagnóstico de Dort: não ter parceiro (OR = 0,73) e trabalhar em ambiente aberto (OR = 0,51). Os autores concluíram que os fatores associados e a prevalência encontrada indicam diferenças regionais e de gênero. Deve ser dada especial atenção às comorbidades e ao fato que o monitoramento do ruído ambiental beneficiariam a saúde dos trabalhadores no país.

 

Fonte: Revista de Saúde Pública, Jun 2017, Volume 51

 

 

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