Você está aqui: Home › Colunas › Psicologia
Psicologia
Filhos: espera e a separação
Entrevistando 2000 mulheres grávidas e seus parceiros, na Inglaterra, constatou-se que 30% dos pais (tanto o pai como a mãe) gostariam de trocar o trabalho em tempo integral, no emprego, por um emprego de tempo parcial, para se dedicarem mais aos filhos. Cerca de 98% dos homens dessa enquete gostariam de estar junto, na sala de parto, na hora do nascimento do filho. Além disso, 90% dos homens vão a exames de ultra-som e dias do pré-natal, e mais de 50% vai a cursos pré-natal com suas parceiras. A maioria dos homens e mulheres acreditam que os futuros pais têm os mesmo direitos das mães, sobre a tutela dos filhos. P. Rautava e colaboradores, da Universidade de Turku, na Finlândia, estudaram um tema mais complexo: o que acontece ao casal, à família e ao filho, tão aguardado, que precisa ficar hospitalizado depois do nascimento, por problemas médicos, excluindo problemas graves de deficiência mental e doenças congênitas. Os autores compararam 134 recém nascidos do grupo A, que tinham essas características com um grupo B com 952 crianças que tiveram nascimento normal e que logo depois foram para casa. As crianças dos dois grupos foram reexaminadas aos 3 e 9 meses de idade e aos 3 e 12 anos de idade. Na mesma ocasião foi medido, através de testes, o estado subjetivo de bem estar dos pais, ajustamento à criança, a situação de ajustamento da família e problemas de ajustamento da própria criança. Os autores concluíram que as famílias com crianças recém nascidas, doentes, precisam um maior suporte e têm períodos de inadaptação no primeiro ano. A criança, anteriormente doente, tem problemas de comportamento até os 3 anos de idade, mas aos 12 anos se comporta normalmente. Nas crianças, com baixo risco, que ficaram hospitalizadas, todos os parâmetros de comparação com os normais foram semelhantes. Isso significa que uma doença grave no recém nascido traz problemas de comportamento para os pais, para a família, durante muitos anos, mas, em 12 anos, foi possível constatar a superação desses problemas.
Fonte: Pediatrics, 2003 Feb;111(2):277-83.

 

 

Veja mais em "Psicologia" [veja todos]

:: Apoio



:: Facebook

facebook

Desenvolvimento : Dexter's