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Psicologia
Eutanásia legalizada: morrer de fome e sede
São considerados pacientes terminais, segundo os médicos, aqueles que têm menos de seis meses de vida. Existe um amplo debate sobre a eutanásia ou o suicídio assistido, para terminar o suplício de pessoas com doenças terminais. Dra Linda
Ganzini, professora de psiquiatria, em colaboração de outros pesquisadores, do Oregon Health and Science University, concordam que a única opção legal é o paciente, em sã consciência, se negar a beber e comer, fazendo greve de fome. Apesar de parecer uma morte penosa, um grupo de 102 enfermeiras do Oregon, escolhidas entre 429, que fazem home care (cuidados caseiros) de pacientes terminais, relatam 102 casos e confirmaram que a morte, em 85% dos casos, vem, geralmente, sem sofrimento, em duas semanas.
Essa solução caseira, adotada pelos pacientes, independe do consentimento de médicos, enfermeiras e familiares, fugindo, assim, ao
debate legal. Deve-se lembrar que o Oregon é o único estado americano em que a morte assistida é legal desde 1997. Lá os pacientes são tratados em casa, e os custos são pagos pelo Medicare, um seguro governamental americano. A média de idade dos pacientes era de 74 anos, e essas enfermeiras, acostumadas a cuidar desse tipo de pacientes classificaram a morte de "muito boa morte" (nota 8 numa escala de 1 a 9), já que a qualidade de vida que tinham era muito ruim, em 8 casos a morte foi classificada como mal (nota de 0 a 4) e 12 afirmaram que os pacientes, aos seus cuidados, tinham problemas mentais e estavam muito deprimidos.
Muitos médicos acreditam que a sede, a boca seca, a desidratação são muito desagradáveis, quando mantida por muito tempo, e é esse fato que acelera o óbito, mais do que parar de comer. Por isso comentam, que essa é uma solução que só pode ser adotada por no máximo 0,3% desses pacientes terminais, de forma consciente.
A Holanda é o único país em que a morte assistida (o médico e a enfermeira ajudam o paciente que decidiu a morrer) está legalizada.
Existem 3.000 casos por ano de eutanásia, sendo que 80% são casos de câncer. O número subiu de 1.600, em 1979, para 4.000, em 1985, e desde
então, se mantém nesse patamar.
Fonte: N Engl J Med. 2003 Jul 24;349(4):359-65.

 

 

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