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Psicologia
Maconha e dor aguda e crônica
O Conselho de Pesquisa Médica, da Inglaterra, pesquisará, em 400 pacientes submetidos a alguma cirurgia, em 36 hospitais ligados ao Sistema Nacional de Saúde, que é o Sistema Unificado de Saúde mais abrangente do mundo, os efeitos analgésicos da maconha para testar as
propriedades terapêuticas da erva para aliviar a dor. No Canadá e, em alguns Estados dos EUA, já foi autorizado o uso da maconha com essa finalidade. O principal constituinte da maconha (cannabis) é o Delta(9)-tetrahidrocanabinol (THC), que é moderadamente efetivo no tratamento da náusea, vômito, perda de apetite (originários dos tratamentos com drogas anti- tumorais) e na dor aguda e crônica. A forma natural, oral, do THC (chamada de dronabinol) e a forma sintética (chamada de nabilone), já estão registradas e disponíveis para usos médicos, nos Estados Unidos e na Inglaterra, mas, os pacientes não conseguem adequar as dosagens dos medicamentos, sem que surjam os efeitos psico ativos da maconha, como efeito colateral. Os advogados do uso da droga, dizem que os pacientes devem ser liberados de fumarem a maconha para tratar desses sintomas médicos. Em alguns estados americanos os médicos que permitirem fumar a maconha, com
essa finalidade de tratamento, são processados e podem perder a licença de clinicar. Na Inglaterra , Canadá e na Austrália existem recomendações não oficiais, para o uso médico da maconha, e as autoridades de saúde não permitem o seu uso, a não ser com autorização controlada. A maioria dos autores diz que, com a legalização da maconha,
poderá haver essa prescrição. Essa legalização vai contra os tratados internacionais de controle e combate às drogas.W.Hall e colaborador, integrantes do Comitê de Saúde Pública e Ética, da Universidade Queensland, na Austrália, afirmam que, nas atuais circunstâncias, deve-se procurar aperfeiçoar os medicamentos existentes, se é que sejam poderosos analgésicos, o que parece que não confere com a realidade das pesquisas. Uma coisa é ficar num estado psicológico em que não existem dores menores, dentro da sensação de euforia psíquica, outra coisa é combater uma dor específica depois de uma cirurgia.
Fonte: CNS Drugs. 2003;17(10):689-97.

 

 

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