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Fibromialgia
Dor e depressão
A síndrome da fibromialgia tem como sinais clínicos dores musculares e articulares pelo corpo todo, acompanhados de cansaço, distúrbios do sono, dor de cabeça, síndrome do cólon irritável, ansiedade, taquicardia, falta de ar, além da depressão. Mas, a sindrome, não se apresenta, necessariamente, com todos esses
sintomas, ao mesmo tempo. A fibromialgia afeta, em 80-90% dos casos, mais às mulheres, em idade de 30 a 60 anos. A causa da fibromialgia é desconhecida. Pacientes deprimidos sentem mais dor, e os fibromiálgicos têm vários sintomas dos depressivos, tais como: fadiga, distúrbios do sono e ansiedade. Muitos autores acreditam que existem fatores neuro-hormonais como uma das causas. O teste da dexametazona está presente em 40-60% dos pacientes deprimidos, mas, também em grande porcentagem de pacientes normais. Na maioria das pessoas sadias a aplicação de dexametasona causa a suspensão da síntese do cortisol no córtex da glândula da supra adrenal, e todas essas alterações hormonais são constatadas no sangue, sendo que a explicação para este fato é a que a dexametasona é um corticóide que age no eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal, por mecanismo complexo. Mas nas pessoas que são depressivas isso não acontece. Esse teste é chamado de supressão do cortisol ou teste da dexametasona (TD).
Safinaz Ataoglu e colaboradores, fisiatras da Universidade de Duzce, Turquia, verificaram que existe uma relação mais evidente entre a
depressão e a fibromialgia, fazendo o teste TD nos seguintes grupos de pacientes: grupo A-20 pacientes, com fibromialgia e com depressão
evidente; grupo B-26 pacientes, com fibromialgia e sem depressão e grupo C-20 pacientes sadios.
O nível de cortisol dos pacientes do grupo A, estava mais alto, quando comparado com os níveis dos pacientes do grupo C (p =0,03), mas, quando se comparou os pacientes do grupo B com os níveis do grupo C, não houve diferenças significativas (p =0,153), nem quando se comparou os pacientes do grupo A em relação ao grupo B (p =0.249).
Em 7 pacientes, com fibromialgia e com depressão evidente, do grupo A, o teste falhou e não supriu o nível de cortisol; no grupo B só houve falha em 1 caso e no grupo C, não houve falha, o teste atuou em todos os casos.
Pelo teste da dexametasona, os autores concluem que o diagnóstico clínico de depressão, nesses pacientes com fibromialgia, não foi correto.
Fonte: Swiss Med Wkly 2003;133:241-244

 

 

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