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Fisioterapia
Ultra-som e Fisioterapia
Uma dúvida muito grande é se realmente o ultrassom atua com os propósitos que os fisioterapeutas acreditam que ele tem. Está sendo
empregado como uma forma de calor profundo, e dizem possuir um efeito benéfico na redução da dor e estados inflamatórios, aumentando
a mobilidade funcional e reduzindo o tempo de recuperação das dores da coluna. A sua ação é limitada, clinicamente, e, sob o ponto de vista
tecnológico, nos tratamentos de tecido muscular onde é necessário uma ação além de 5cm (pois o ultrassom alcança no máximo essa profundidade, incluindo a pele que já tem 2 cm). Existem dois tipos de ultrassom: a) Ultrassom Pulsado - É uma espécie de massagem mecânica, que mobiliza os fluídos do edema e dispersa toxinas. Atualmente existe um aparelho especial de Ultrassom Pulsado que provoca a quebra de Calcificações, mas, não é usado nas aplicações de fisioterapia comum. Esse aparelho é semelhante ao que rompe os cálculos renais; b) Ultrassom Contínuo - Esse aparelho produz o calor profundo para a musculatura próxima à pele, e, somente, nos músculos 2 a 3 cm próximos da pele aumentando o fluxo de sangue para que circulem os nutrientes, e reduza o espasmo muscular, e, eventualmente, diminua a formação fibrótica, sendo que não altera a já existente como ocorre na cirurgia da coluna lombar ou qualquer outra mais profunda.
Como massagem o ultrassom é prazeroso, ganhando das formas de tratamento manuais mais agressivas e doloridas, mas, seu uso terapêutico é praticamente nulo.
G. R. Harris e colaborador, da Fundação Kaiser, da cidade de Oakland, na Califórnia, relataram os consensos dos tratamentos fisioterápicos eficientes para a reabilitação das dores de coluna, joelho, pescoço e ombro. São só comprovadamente eficientes, para os casos leves de dores agudas, crônicas e pós-cirúrgica da coluna: os exercícios; o Tensis (estimulação transcutânea elétrica ou transcutaneous electrical nerve stimulation, em inglês), e os exercícios para a artrose de joelho; terapia proprioceptiva (relaxante e psicossomática) e exercícios para a cervical, o uso do ultrassom para as dores do ombro (exclusivamente o tipo pulsante e especial, usada por médicos, para tendinite calcificante). No mais não tem valor, segundo esses consensos, isto é, o uso do ultrassom é ineficiente.
Fonte: J Fam Pract 2002 Dec;51(12):1042-6

 

 

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