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Educação Física
Osteonecrose e coagulação
A Osteonecrose, também chamada de Necrose Asséptica Óssea, Necrose Avascular, é um problema que acomete os vasos sangüíneos ósseos, com mais freqüência nas cabeças do fêmur e do úmero, podendo surgir em qualquer osso. As principais causas seriam uso de corticosona (asma, artrite reumatóide, transplante de órgãos, etc..), anemia falciforme, mergulhadores profissionais (osteonecrose disbárica, por pressão dento da água), radiação contra câncer Alcoolismo e os casos idiopáticos (sem causa definida). Parece haver concordância entre os autores de que existe uma grande incidência de alguma anormalidade do sistema de coagulação sobreposta às causas mais conhecidas. Ocorrem cerca de 10.000 a 20.000 novos casos anuais de osteonecrose nos Estados Unidos, afetando a população jovem em sua fase mais produtiva da vida. No Brasil, existem cerca de 6.000 a 8.000 casos, por ano. A osteonecrose, em crianças e adolescentes, é chamada de doença de Legg - Perthes e é devida a uma oclusão vascular, em locais cuja a vascularização é pobre. Começa devagar, com dores na articulação afetada (principalmente sob esforço), estalos e diminuição na amplitude de movimentos. Somente com a Ressonância Magnética o diagnóstico pode ser feito precocemente. Um total de até 75% dos pacientes com osteonecrose asséptica possuem problemas de
coagulação, quer sejam hereditárias ou adquiridas.
Lynne C. Jones e colaboradores, reumatologistas, ortopedistas, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, analisaram a freqüência de concentrações anormais de 9 fatores de coagulação em 45 pacientes de um Grupo A, com diagnóstico de osteonecrose, por diversas causas. Os casos foram os seguintes: lúpus eritematoso
sistêmico (9), doença intestinal inflamatória (1), terapia com corticóide (20), história de etilismo (4), tabagismo (3), idiopáticos (5) comparados com um grupo controle B com 40 indivíduos
saudáveis. O resultado mostrou que 37 do grupo A (82,2%) apresentaram pelo menos uma coagulopatia, versus 30% no grupo B (P<0,0001), sendo que 21 pacientes (46,7%) apresentaram 2
ou mais testes anormais, versus 2,5% no grupo B (P<0,0001). Pelo menos uma anormalidade com relação a fatores de coagulação foi detectada em todos os pacientes idiopáticos. Existe pois uma
alta incidência de anormalidades de coagulação em pacientes com osteonecrose. Algumas destas anormalidades podem resultar de desordens autossômicas dominantes, portanto, pode ser possível detectar indivíduos com maior risco de apresentarem a doença.
Fonte: J Rheumatol 2003:30:783-91

 

 

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