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Fisioterapia
Lesado medular e a marcha
A cada ano surgem aproximadamente 10.000 novos casos de lesões traumáticas da medula nervosa (Spinal cordinjury), nos Estados Unidos, o
que corresponde aproximadamente a 7.000 casos no Brasil. Existem atualmente cerca de 200.000 paraplégicos americanos e cerca de 120.000 no Brasil. Nos Estados Unidos, existem mais de US$ 65 milhões de fundos governamentais e mais US$ 30 milhões de fundos da indústria destinados a estudos para permitir que essas pessoas andem novamente, e principalmente permitir que se apliquem medidas adequadas logo depois
do acidente impedindo a evolução da lesão neurológica e minimizando as lesões definitivas. A lesão total da medula nervosa causa a paraplegia,
mas, existem casos em que a lesão fica incompleta, permitindo alguns movimentos e em muitos casos até a deambulação.
A. Pepin e colaboradores, fisioterapeutas do Laboratório da Marcha, da Universidade de Quebec, no Canadá, compararam 6 lesados medulares parciais, grupo A, em relação ao padrão de marcha, com 6 pessoas normais. As
comparações foram feitas numa esteira com a variação na velocidade de 0,1-1,0 m/s, e, depois foram estudados os padrões de marcha na velocidade de 0,3 m/s. Os pacientes do grupo A tinham uma maior duração do ciclo, principalmente na flexão do joelho até o contato com o pé no chão e tinham também, nessa etapa, uma maior flexão da coxo-femural, resultando numa coordenação alterada entre o quadril e o joelho. Em todas as velocidades a duração da atividade muscular era maior no grupo A, aumentando a amplitude do músculo soleus, no EMG nas velocidades maiores. Os autores acreditam que esse resultado mostra que a dificuldade de andar, não está localizada somente na lesão da medula mas, também na atividade muscular que está com sua estrutura neuronal alterada.
Fonte: Spinal Cord. 2003 May;41(5):257-70.

 

 

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