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Educação Física
Atividade física e suor
A produção de suor pelo organismo chama-se sudorese. O suor é um mecanismo utilizado pelo corpo para manter em equilíbrio a temperatura corporal, interna e externa, adequada para o funcionamento normal do metabolismo. O cérebro, assim que o corpo está com excesso de atividade, ou com metabolismo aumentado, como é ao correr, por exemplo, envia sinais para as glândulas sudoríparas entrarem em atividade. As glândulas sudoríparas são as que secretam suor, e que se encontram em toda a pele do corpo, existindo numa média de 2 a 3 milhões no corpo. A sudorese baixa a temperatura corporal, e o suor evapora da pele, o calor também é removido, e o resfriamento do ar que circula no ambiente. Uma atividade física que causa a contração muscular não só gera movimento, mas, também o calor, que causa a sudorese, que pode ser maior ou menor em cada pessoa ou em cada atleta. Além desse fator individual, a sudorese depende da temperatura e umidade do ar, proporcional ao local geográfico, e, esses dois fatores combinados aumentam muito a sudorese. Quanto mais úmido o local, maior a dificuldade para o suor evaporar, dificultando o trabalho de queda da temperatura da pele. Quanto menos sudorese, menor a desidratação e maior a capacidade de desempenho do atleta. Pode-se afirmar que a quantidade de suor produzida na atividade muscular, esportiva ou não, tem um componente genético, pois, algumas pessoas suam mais que outras, nas mesmas condições de temperatura e umidade do ar. Quanto melhor o condicionamento físico do atleta ou da pessoa, mais suor é produzido, pois o corpo se torna mais eficiente para manter a temperatura adequada.
O homem sua mais que a mulher, embora tenha menor quantidade de glândulas sudoríparas. Outro fator é a roupa usada, ou seja, quanto mais leve, tecido mais poroso (algodão é ruim), melhor, isto é aqueles que são os tecidos próprios para facilitar a evaporação do suor contido na roupa. Deve-se reduzir a sudorese, pois causa desidratação que determina redução na performance, principalmente em atividades de alta intensidade. F.E. Marino e colaboradores, professores da School of Human Movement Studies, da Universidade de Bathurst, da Austrália, compararam a performance de corredores. Em duas ocasiões separadas compararam 12 maratonistas (6 africanos e 6 brancos) que correram na esteira, com 70% da velocidade máxima, por 8 km, numa temperatura fria de (15 graus C) ou quente (35 C), com umidade relativa do ar de 60%. O tempo gasto para completar os 8 km foi de 27 minutos entre os dois grupos, nas condições de baixa temperatura. Na temperatura quente os brancos fizeram em (33,0 +/- 1,6 min) comparado aos africanos (29,7 +/- 2,3 min, (sendo, pois, uma diferença significativa: P< 0,01). Os autores mediram a temperatura retal (mais sensível que a axial) que teve uma diferença nos dois grupos de corredores, mas, foi maior na temperatura mais quente. Durante os 8km o índice de sudorese foi, nos corredores africanos, de 25,3 +/- 2,3 mL.min (-1), e, nos brancos, 32,2 +/- 4,1 mL.min (-1); P < 0,01). A produção relativa de calor foi menor nos africanos quando correram no calor, mas essa performance não se repetia no frio apesar de terem uma resposta termoregulatória similar. Os autores atribuem essa facilidade ao fato de terem um corpo menor, e terem uma capacidade de estocar calor por um problema genético.
Fonte: J Appl Physiol. 2003 Aug 29

 

 

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