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Psicologia
Anti-inflamatórios e Alzheimer
Existem vários tipos de medicamentos chamados de anti-inflamatórios, usados para combater as dores do tipo reumáticas, os quais dividem-se em dois grupos principais: os anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), e os esteroidais ou os derivados da cortisona. Descobriu-se, recentemente, que o uso de anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno ou naproxeno, além de aliviar as dores articulares e ósseas, também podem prevenir ou retardar o surgimento da doença de Alzheimer.
E. D. Agdeppa e colaboradores, biólogos, da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia (UCLA) alertam, entretanto, que o uso continuado dessa medicação, com essa finalidade, causaria sangramentos, e outros efeitos colaterais nos diversos órgãos internos, e, portanto, não seriam aconselhados. Os autores constataram esse fato em estudos in vitro, ou seja, em células cerebrais, retiradas de pacientes com Alzheimer, que foram mantidas vivas no laboratório, e que ficaram em contato com os anti-inflamatórios, e mais uma substância química complexa, que tem a abreviação em inglês de FDDNP, uma substância fluorescente.
A possível explicação está na capacidade desses anti-inflamatórios de degradarem as placas amilóides do tipo A, que produzem inflamação no encéfalo, levando ao dano de nervos. A competição entre os fatores que causam a doença são desconhecidas, e os anti-inflamatórios seriam
anti-agregantes das substâncias amilóide, causando o Alzheimer. Interessante que nos anti-reumáticos chamados de diclofenacos, que na prática médica são mais poderosos contra as dores do que o ibuprofeno ou naproxeno, esses efeitos contra as placas do Alzheimer não foram constatados.
Os autores, para constatar essas alterações microscópicas, nas placas, usaram um aparelho de tomografia chamado de positron emission
tomography (abreviado para PET, também em português). Esse aparelho já existe na prática médica brasileira, em vários hospitais, e correspondende a uma tomografia cujo contraste é radioativo, dando maiores detalhes dos tecidos. Os autores usaram também um produto radioativo nas células, além do FDDNP, que é fluorescente, para marcar as células, e colocaram vários anti-inflamatórios para agirem sobre essas células cerebrais alteradas, mas que estavam fora do cérebro. Resta verificar, se esses resultados também vão ocorrer em cérebros de seres humanos.
Fonte: Neuroscience. 2003;117(3):723-30

 

 

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